Experimento 1: Variação no Copo
Aqui, estamos interessados em avaliar se a variação na medição do copo é significativa. Este experimento segue o seguinte procedimento:
Amostrar um copo e medir três vezes no mesmo ponto;
Repetir o procedimento em 10 copos.
Para obtermos a estimativa da variabilidade dentro do copo, vamos utilizar a técnica de ANOVA 1 fator (Copo) - efeito aleatório.
Experimento 2: Variação devido ao deslocamento da medição
Aqui, estamos interessados em avaliar se o deslocamento da medição no mesmo copo (radial e axial) é significativo. Este experimento segue o seguinte procedimento:
- Amostrar um copo e medir três vezes em cada ponto, deslocando no sentido altura, radial e axial;
- Repetir o procedimento em três copos.
Para obtermos a estimativa da variabilidade devido ao deslocamento, vamos utilizar as técnicas de componentes de variância e Anova 2 fatores (Copo e Deslocamento) - efeito aleatório.
Experimento 3: Variação devido ao ângulo de medição
Aqui, estamos interessados em avaliar se o ângulo formado entre a boca do copo e a base de medição é significativo. Este experimento segue o seguinte procedimento:
- Amostrar um copo e medir três vezes em cada ponto variando o número de lâminas posicionadas no fundo do copo na medição de um ponto para o outro;
- Repetir o procedimento em três copos.
Para obtermos a estimativa da variabilidade devido ao ângulo, vamos utilizar as técnicas de componentes de variância e ANOVA 2 fatores (Copo e Deslocamento) - efeito aleatório.
Experimento 4: Variação devido a temperatura ambiente
Aqui, estamos interessados em avaliar se a temperatura ambiente influencia no resultado das mediçãos. Este experimento segue o seguinte procedimento:
Amostrar um copo e medir três vezes em cada ponto e anotar a temperatura ambiente;
Repetir o procedimento em três copos.
Para obtermos a estimativa da variabilidade devido a temperatura, vamos utilizar a técnica de regressão linear simples.
Estimação das Fontes de Incerteza Obtidas nos Experimentos para copos tipo PS
Variabilidade do copo 
Aqui, vamos utilizar a técnica de anova com 1 fator para estimar a variabilidade no mesmo copo.
A Tabela 3.6.1.1 apresenta as medições realizadas no copo PS.
| Copo | Copo PS | Média | ||
| 1 | 1,017 | 0,906 | 0,891 | 0,938 |
| 2 | 1,118 | 0,921 | 0,922 | 0,987 |
| 3 | 1,058 | 1,008 | 0,981 | 1,016 |
| 4 | 1,099 | 1,034 | 1,032 | 1,055 |
| 5 | 1,127 | 0,971 | 0,962 | 1,02 |
| 6 | 1,053 | 0,914 | 0,881 | 0,949 |
| 7 | 1,156 | 1,036 | 1,025 | 1,072 |
| 8 | 0,999 | 0,889 | 0,872 | 0,92 |
| 9 | 1,142 | 1,03 | 1,02 | 1,064 |
| 10 | 1,151 | 1,053 | 1,005 | 1,07 |
| Média Geral | 1,009 | |||
Tabela 3.6.1.1: Medições de Resistência no Copo PS.
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
O modelo estatístico para este experimento é:
![]() |
onde:
representa a j-ésima medição no i-ésimo copo;
é a média das medições;
é o efeito do copo;
é o erro de replicação.
Para calcularmos a
, vamos calcular primeiramente a variância amostral de todos os dados, ou seja,
![]() |
![]() |
Com isso, temos que
![]() |
![]() |
![]() |
Para calcularmos a soma de quadrados devido ao copo (
), vamos calcular primeiramente a variância amostral da coluna média, ou seja,
![]() |
![]() |
Com isso, temos que
![]() |
![]() |
![]() |
Logo, temos que
![]() |
![]() |
![]() |
Os graus de liberdade são:
Com isso, o quadrado médio é:
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
A Figura 3.6.1.1 apresenta o resumo da análise de variância.

Figura 3.6.1.1: Análise de Variância (ANOVA).
Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| manual do usuário |
video demons |
Aqui, temos que p-valor é dado por:
![]() |
Portanto, temos que a estimativa da variabilidade dentro do copo é:
![]() |
![]() |
![]() |
Fonte de variação devido ao deslocamento da medição 
Nesta aplicação usaremos novamente uma anova, porém, uma ANOVA two-way, ou seja, dois fatores.
A Tabela 3.6.1.2 apresenta as medições realizadas no copo PS, a coluna Ponto representa o ponto de medição.
| Copo de PS | ||
| Copo | Ponto | Resistência em 10 mm (N) |
| 1 | 1 | 1,079 |
| 2 | 1,024 | |
| 3 | 1,062 | |
| 4 | 1,005 | |
| 5 | 1,035 | |
| 2 | 1 | 1,066 |
| 2 | 0,888 | |
| 3 | 0,962 | |
| 4 | 1,005 | |
| 5 | 1,045 | |
| 3 | 1 | 1,119 |
| 2 | 0,984 | |
| 3 | 1,107 | |
| 4 | 1,069 | |
| 5 | 1,042 | |
| 4 | 1 | 1,126 |
| 2 | 1,022 | |
| 3 | 1,149 | |
| 4 | 1,09 | |
| 5 | 1,073 | |
| 5 | 1 | 1,182 |
| 2 | 1,078 | |
| 3 | 1,025 | |
| 4 | 1,168 | |
| 5 | 1,013 | |
| Média | 1,057 | |
Tabela 3.6.1.2: Tabela de Dados com relação ao Deslocamento do Ponto de Medição.
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
O modelo estatístico para este experimento é:
![]() |
onde:
representa a k-ésima medição no j-ésimo Fator 2 no i-ésima copo;
é a média das medições;
é o efeito do copo;
é o efeito do Fator Deslocamento;
é o erro de replicação.
Para calcularmos as somas de quadrados, precisamos primeiramente calcular as seguintes variâncias amostrais :
![]() |
![]() |
![]() |
onde sabemos que
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Os graus de liberdade são:
| Efeito | Graus de Liberdade |
| Copo | ![]() |
| Deslocamento | ![]() |
| Erro | ![]() |
| Total | ![]() |
Com isso, o quadrado médio é:
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
A tabela abaixo apresenta o resumo da análise de variância.


Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| manual do usuário |
video demons |
Aqui, temos que p-valor é dado por:
![]() |
![]() |
Desta forma, como o deslocamento não é significativo para o modelo, temos que a estimativa de incerteza associada ao deslocamento é dada como zero.
Portanto, a incerteza associada ao deslocamento é dada por:
![]() |
Fonte de variação devido ao ângulo de medição 
Aqui, também usaremos a técnica de anova dois fatores. A Tabela 3.6.1.3 apresenta as medições realizadas no copo PS.
| Copo de PS | ||
| Copo | Nº Placas | Resistência em 10 mm (N) |
| 1 | -1 | 0,973 |
| 0 | 0,988 | |
| 1 | 1,01 | |
| 2 | -1 | 1,085 |
| 0 | 0,976 | |
| 1 | 1,091 | |
| 3 | -1 | 0,969 |
| 0 | 0,913 | |
| 1 | 1,091 | |
| 4 | -1 | 0,91 |
| 0 | 0,892 | |
| 1 | 1,028 | |
| 5 | -1 | 1,193 |
| 0 | 1,276 | |
| 1 | 1,33 | |
| Média | 1,048 | |
Tabela 3.6.1.3: Tabela de dados com relação ao ângulo do ponto de medição.
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
O modelo estatístico para este experimento é:
![]() |
onde:
representa a k-ésima medição no j-ésimo Fator 2 no i-ésimo copo;
é a média das medições;
é o efeito do copo;
é o efeito do fator placas (ângulo);
é o erro de replicação.
Para calcularmos as somas de quadrados, precisamos primeiramente calcular as seguintes variâncias amostrais:
![]() |
![]() |
![]() |
onde sabemos que
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Os graus de liberdade são:
| Efeito | Graus de Liberdade |
| Copo | ![]() |
| Placas | ![]() |
| Erro | ![]() |
| Total | ![]() |
Com isso, o quadrado médio é:
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
A tabela abaixo apresenta o resumo da analise de variância.


Figura 3.6.1.4: Tabela de Análise de Variância
Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| manual do usuário |
video demons |
Aqui, temos que p-valor é dado por:
![]() |
![]() |
Aqui, verificamos que o fator placas, ou seja, o ângulo de medição não é significativo.
Portanto, a estimativa da incerteza devido ao ângulo é:
![]() |
Fonte de variação devido à temperatura ambiente 
Aqui, usaremos a técnica de regressão linear para determinar as fontes de incerteza para o experimento. A Tabela 3.6.1.4 apresenta as medições de resistência, levando-se em consideração o valor da temperatura ambiente.
| Copo Tipo PS | ||
| Copo | Compressão | Temperatura |
| 1 | 1,065 | 25,9 |
| 1 | 1,057 | 23,1 |
| 1 | 1,021 | 22,2 |
| 2 | 1,078 | 26 |
| 2 | 1,069 | 23 |
| 2 | 1,071 | 22,3 |
| 3 | 1,163 | 26,1 |
| 3 | 1,182 | 22,8 |
| 3 | 1,23 | 22,3 |
| Média | 1,104 | 23,7 |
Tabela 3.6.1.4: Tabela de dados com relação a Temperatura Ambiente.
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
Primeiramente, determinamos as médias das variáveis resistência (
) e temperatura (
). Facilmente, obtemos
e
. Assim, podemos encontrar as somas de quadrados empíricas.
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a seguir, utilizamos as somas de quadrados empíricas para encontrarmos as estimativas dos parâmetros da reta de regressão.
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O modelo ajustado é dado por:
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A Figura 3.6.1.5 apresenta a relação entre as variáveis, bem como, a reta ajustada.

Figura 3.6.1.5: Gráfico do modelo ajustado.
Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| manual do usuário |
video demons |
A estimativa da variabilidade associada à regressão é dada por:
![]() |
Temos que
é a soma de quadrados devido ao erro aleatório, e é calculada por:
![]() |
![]() |
Com isso, temos que
![]() |
A Tabela 3.6.1.7 apresenta os valores dos coeficientes para o modelo apresentado, como também a análise da significância dos coeficientes.
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo

Figura 3.6.1.7: Tabela dos Coeficientes.
Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| manual do usuário |
video demons |
Aqui, temos que p-valor é dado por:
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Podemos verificar na Figura 3.6.1.7 que o p-valor do coeficiente da temperatura apresenta valor acima de 5%. Logo, podemos concluir que a temperatura não é significativa.

















































































