O segundo método de comparação múltipla proposto por Fisher e usualmente chamado de teste ou procedimento de Bonferroni, consiste na realização de um teste
para cada par de médias a uma taxa de erro por comparação (TPC) de
. Usando esse teste, o nível de significância da família é no máximo
, para qualquer configuração (formação) das médias da população. Dessa forma, temos que o teste de Bonferroni protege a taxa de erro da família dos testes. Isso ilustra a taxa de erro conhecida como taxa de erro por família, que como vimos representa o valor esperado de erros na família.
O teste de Bonferroni pode ser usado para quaisquer que sejam os dados balanceados ou não balanceados. Não é um teste exato, sendo baseado em uma aproximação conhecida como primeira desigualdade de Bonferroni. Em algumas situações, o teste de Bonferroni se mostra bastante "conservativo" (fraco), isto é, a taxa de erro da família de testes (FWER) é muito menor do que o nível de significância
estabelecido. Para a família de todas as comparações duas a duas, irá produzir intervalos de confiança maiores que o teste de Tukey ou Tukey-Kramer.
Para tamanhos de amostras iguais (dados balanceados), o teste de Bonferroni considera duas médias significativamente diferentes se o valor absoluto de suas diferenças amostrais ultrapassar
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e para tamanhos de amostras diferentes (dados não balanceados)
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em que
e
é o número de comparações duas a duas (ou também podemos dizer que é o número de intervalos em estudo). O quantil
é da distribuição de probabilidade
-Student com parâmetro
(ver Tabela do Teste de Bonferroni no apêndice). Temos assim que a margem de erro da equação anterior depende do número de comparações.
Dado uma família de taxa de erros (FWER) de
, o intervalo de confiança para
é calculado usando a seguinte expressão
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Exemplo 3.3.1:
Voltando ao Exemplo 1 (resistência da fibra sintética), vamos calcular o valor de LSD para o Teste de Bonferroni e verificar quais níveis são iguais.
| Fator | Resistência_da_Fibra |
| 15 | 7 |
| 15 | 7 |
| 15 | 15 |
| 15 | 11 |
| 15 | 9 |
| 20 | 12 |
| 20 | 17 |
| 20 | 12 |
| 20 | 18 |
| 20 | 18 |
| 25 | 14 |
| 25 | 18 |
| 25 | 18 |
| 25 | 19 |
| 25 | 19 |
| 30 | 19 |
| 30 | 25 |
| 30 | 22 |
| 30 | 19 |
| 30 | 23 |
| 35 | 7 |
| 35 | 10 |
| 35 | 11 |
| 35 | 15 |
| 35 | 11 |
Como os dados são balanceados, temos que
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Rejeitamos a igualdade entre os níveis se

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Conclusão: Ao considerarmos um nível de significância de
, não rejeitamos a hipótese de igualdade entre as médias dos níveis: (15,35); (20,25); (20,35) e (25,30).
Exemplo 3.3.2:
Voltando ao Exemplo 3.2.1 (modelos de pacotes e volumes de vendas), vamos calcular o valor de LSD e verificar quais tratamentos são iguais.
| Fator | Vendas |
| 1 | 11 |
| 1 | 17 |
| 1 | 16 |
| 1 | 14 |
| 1 | 15 |
| 2 | 12 |
| 2 | 10 |
| 2 | 15 |
| 2 | 19 |
| 2 | 11 |
| 3 | 23 |
| 3 | 20 |
| 3 | 18 |
| 3 | 17 |
| 4 | 27 |
| 4 | 33 |
| 4 | 22 |
| 4 | 26 |
| 4 | 28 |
Como os dados não são balanceados, temos que
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em que
,
e
.
Observemos que n1= n2= n4 . Dessa maneira, teremos aqui dois valores distintos para LSD, o valor para comparar o nível 3 com os demais e o valor que compara os níveis com mesmo tamanho de amostras (1, 2 e 4). Calculemos aqui para ilustrar, o valor da LSD para as diferenças entre as médias
e
e para
e
.
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Rejeitamos as igualdades entre as médias dos níveis se
;
;
;
;
e 
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Resultado | ![]() |
Resultado |
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Conclusão: Ao considerarmos um nível de significância de
, não rejeitamos a hipótese de igualdade entre as médias dos níveis (1,2), (1,3) e (2,3).














































