O procedimento que descreveremos a seguir é um sistema de medição replicável, pois podemos realizar diversas medições da peça sem danificá-la. Desenvolveremos um estudo de MSA para um sistema de Medição para altura do rebite tubular.
Fase 1: Descrição do Sistema de Medição
Utilizamos esta fase para realizarmos uma revisão do sistema de medição e o planejamento para a aplicação do MSA. Aqui, é importante definirmos a equipe responsável pela análise, os setores que aplicam o sistema de medição e a necessidade da medição. Por exemplo, altura do rebite (Foto 5.6.1) garante o revestimento útil para desgaste em um disco de embreagem, com isso evita a patinação da embreagem. Por isso, é importante que tenhamos um sistema de medição confiável.

Figura 5.6.1: Foto do disco de embreagem.
Para a característica altura do rebite tubular, o cliente especificou um valor de tolerância do processo de 0,4 mm. Neste caso, a exatidão pode ser definida através da criticidade da medição em comum acordo com o cliente. Para esta aplicação, definimos uma exatidão de 0,04 mm.
Para que a equipe possa conhecer melhor o sistema de medição e sua aplicação, fazemos uma análise de cenário através das seguintes questões:
- Importância/impacto no produto?
- Reclamações de Clientes?
- Histórico de Falhas?
- É característica especial?
- Condições Ambientais?
- Sistema de medição é utilizado para CEP?
Fase 2: Método de Medição
A fase I nos prepara para fazermos uma boa descrição do sistema de medição. Assim, reunimos a equipe para realizarmos a descrição do sistema de medição e elaborarmos o diagrama de Ishikawa.
Descrição do sistema de medição da altura do rebite tubular.
- Posicionamento do disco de embreagem na bancada
- Fixação da base do paquímetro na guarnição do disco de embreagem
- Realização da leitura
Também definimos as variáveis de parametrização do Sistema de Medição
- Variável: medição da altura da haste do disco de embreagem;
- Descrição: medições da altura;
- Especificação: tolerância de 0,4 mm. (+/- 0,2 mm)
Outro ponto importante para a análise do sistema de medição é o diagrama de Ishikawa, ou diagrama de causa e Efeito. Com toda a equipe reunida (nesta fase é importante contarmos com a presença de operadores), realizamos um brainstorming sobre as principais causas de variação no sistema de medição. O diagrama de Ishikawa é fundamental para definirmos os pontos críticos e a técnicas estatísticas que utilizaremos para avaliar o sistema de medição.
Diagrama de Causa e Efeito (Ishikawa)
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Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
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Um dos itens crítico de um sistema de medição são os equipamentos utilizados para realizarmos as medições. Os equipamentos são calibrados por laboratórios acreditados ao INMETRO e os certificados de calibração devem ser avaliados criticamente com relação a critérios previamente definidos. Nesta aplicação, o paquímetro tem resolução de 0,01 mm, é calibrado anualmente. O erro máximo permissível da calibração do paquímetro é de 0,03 mm. Com isso, garantimos a exatidão requerida de 0,04 mm. Na sequência, apresentamos uma foto da medição da altura do pino tubular.

Figura 5.6.2: Posicionamento do paquímetro.

Figura 5.6.3: Medição da altura do rebite tubular.
Com a descrição do sistema de medição e o diagrama de Ishikawa planejamos a aplicação das técnicas estatísticas. Na maioria dos processos, realizamos basicamente três análises: estabilidade, RR e tendência e linearidade. A seguir, descrevemos o planejamento para aplicação das análises estatísticas.
Fase 3: Planejamento dos Estudos
- Estabilidade: Selecionamos 1 peça para ser medida ao longo do tempo. Nesta aplicação, faremos três subgrupos racionais de medições por dia durante uma semana (20 subgrupos).
- Repetitividade e Reprodutibilidade: 10 peças de lotes de produção "distintos", sendo 3 medições por peça realizados em ordem aleatória por cada operador. Nesta aplicação, escolhemos 3 operadores.
- Linearidade: Foram selecionadas 5 peças (em pontos distintos), no qual definimos o valor de referência em um sistema de medição confiável, neste exemplo, utilizamos o sistema de medição do cliente.
Após a coleta de dados, vamos executar a análise estatística.
Estabilidade
Nesta aplicação exemplificaremos a aplicação.
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Resultados desse exemplo obtidos com o software Action:


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Algumas sugestões de conclusão:
- Sistema de Medição estável ao longo do tempo.
- Análise Crítica Estabilidade: no gráfico de amplitude indica que há uma falta de discriminação do Sistema de Medição, pois temos muitos pontos iguais a zero. Em geral, a resolução do equipamento de medição pode ser inadequada.
Repetitividade e Reprodutitividade (RR)
Análise do RR para o ponto 1:
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Resultados desse exemplo obtidos com o software Action:



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Algumas sugestões de conclusão:
Observamos uma variabilidade compatível com o processo.
Análise Crítica
O RR do Sistema de Medição é de 0,03 mm, que é compatível com o instrumento utilizado (paquímetro). Além disso, este RR representa 18% em relação à variação total e tem um índice NDC de 7 categorias. Também observamos que a reprodutibilidade é quase nula, o que significa que o impacto dos operadores é pequeno. De forma geral, a variabilidade do sistema de medição é compatível para o controle do processo.
Tendência e Linearidade
Para realizarmos a análise da Linearidade, validaremos a variabilidade associada com a repetitividade usando a variação total obtida no estudo de RR.
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Tabela 5.5.1: Tabela para realização do estudo de Tendência e Linearidade.
Resultados desse exemplo obtidos com o software Action:


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Algumas sugestões de conclusão:
Tendência e Linearidade: O sistema de medição apresenta uma linearidade não significativa ao nível de 5% (P-valor= 0,62). Também observamos que todas as tendências foram consideradas não significativas (ver gráfico). Com isso, concluímos que o sistema de medição apresenta uma tendência e linearidade desprezíveis.
