Seja T um teste estatístico com região crítica C para avaliarmos hipóteses a respeito do parâmetro θ. A função poder do teste é a probabilidade de rejeitarmos H0 dado o valor de θ. Neste caso, temos que
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para todo valor de θ.
Suponha que queremos testar a hipótese H0 : μ = μ0 contra a hipótese alternativa H1 : μ ≠ μ0. De forma ideal, nós gostaríamos de rejeitar a hipótese H0 para todo valor de μ em H1 com probabilidade 1, e da mesma forma, nós gostaríamos de aceitar (não rejeitar) a hipótese H0 para todo valor de μ em H0 com probabilidade 1 (figura a seguir).
O Poder do Teste tem como objetivo conhecer o quanto o teste de hipóteses controla um erro do tipo II, ou qual a probabilidade de rejeitar a hipótese nula se realmente for falsa. Na prática, é importante que se tenham testes com nível de significância próximos do nível de significância nominal e que o poder seja alto, mesmo em situações de amostras pequenas.
O poder de um teste de hipóteses é afetado por três fatores:
- Tamanho da amostra: Mantendo todos os outros parâmetros iguais, quanto maior o tamanho da amostra, maior o poder do teste.
- Nível de Significância: Quanto maior o nível de significância, maior o poder do teste. Se você aumenta o nível de significância, você reduz a região de aceitação. Como resultado, você tem maior chance de rejeitar a hipótese nula. Isto significa que você tem menos chance de aceitar a hipótese nula quando ela é falsa, isto é, menor chance de cometer um erro do tipo II. Então, o poder do teste aumenta.
- O verdadeiro valor do parâmetro a ser testado: Quanto maior a diferença entre o "verdadeiro" valor do parâmetro e o valor especificado pela hipótese nula, maior o poder do teste.
Novamente, consideremos a estatística
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e o teste de hipóteses
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O Erro do tipo II é o erro cometido ao aceitar a hipótese nula H0 quando esta é falsa (H1 é verdadeira).
P[Erro do tipo II] = P[aceitar H0 | H1 é verdadeira] = β
Para que isto seja possível, suponha que a hipótese nula é falsa e que o verdadeiro valor da média é μ = μ0 + δ. Então, a estatística do teste é
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Portanto, a distribuição de
quando
é
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E, com isso, para um teste bilateral, temos que a probabilidade de erro do tipo II é a probabilidade de que
esteja entre
e
dado que
é verdadeira. Esta probabilidade é calculada da seguinte maneira
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onde
é a função distribuição acumulada da distribuição normal padrão.
Para os testes unilaterais à direita e à esquerda, temos que as probabilidades de erro do tipo II são dadas, respectivamente por
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O Poder do Teste é calculado como: 1 menos a probabilidade do erro do tipo II, ou seja, 1 - β. Neste caso, as fórmulas utilizadas para o cálculo do poder são
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se o teste é bilateral. Se o teste é unilateral à esquerda a fórmula utilizada é
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e se é unilateral à direita, então
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onde
é a função distribuição acumulada de uma variável aleatória Normal padrão.
Considere novamente o Exemplo 5.1.1.1. Suponha que queiramos calcular o poder do teste de hipóteses em detectar uma diferença δ = 1 entre as hipóteses nula e alternativa. Como n = 35, α = 0,05 e σ = 2,1, temos que a probabilidade de erro do tipo II é dada por
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Deste modo, temos que o poder P do teste de hipóteses em detectar uma diferença δ = 1 entre as hipóteses nula e alternativa é dado por
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portanto, o poder do teste de hipóteses em detectar uma diferença δ = 1 entre as hipóteses nula e alternativa é de, aproximadamente, 80,43%.

![\[\pi(\theta)=P[\hbox{rejeitar} \ H_0|\theta]=P[T\in C|\theta],\]](/sites/default/files/tex/d5dc2cec54aec402a853250c5a92c9d3b74f2175.png)
![\[Z=\cfrac{\overline{X}-\mu_0}{\cfrac{\sigma}{\sqrt{n}}}\]](/sites/default/files/tex/882d6fb3ff2c21280d02e87b384aa9d432f80479.png)
![\[\left\{\begin{array}{l}H_0: \mu=\mu_0\\H_1:\mu\neq \mu_0\end{array}\right.\]](/sites/default/files/tex/ba9d2bebffe809364b2c1f5e1c3e6907abf3d4d8.png)
![\[Z_0=\frac{\overline{X}-\mu_0}{\sigma/\sqrt{n}}=\frac{\overline{X}-(\mu_0+\delta)}{\sigma/\sqrt{n}}+\frac{\delta}{\sigma/\sqrt{n}}.\]](/sites/default/files/tex/20eda59e81490e98d1791eea7bbdb15905567e32.png)
![\[Z_0\sim N\left(\frac{\delta}{\sigma/\sqrt{n}},1\right).\]](/sites/default/files/tex/836aa887c94c475911db5665f74225d3151dca8d.png)
![\[\beta=\Phi\left(z_{\alpha/2}-\frac{\delta\sqrt{n}}{\sigma}\right)-\Phi\left(-z_{\alpha/2}-\frac{\delta\sqrt{n}}{\sigma}\right)\]](/sites/default/files/tex/528c768d9ea50eb38ab1039213d9ad279f5e851b.png)
![\[\Phi\left(z_{\alpha}-\frac{\delta\sqrt{n}}{\sigma}\left) \quad \hbox{e} \quad 1-\Phi\left(-z_{\alpha}-\frac{\delta\sqrt{n}}{\sigma}\right).\]](/sites/default/files/tex/f2458856e940470940dba82bbe36d00e59919787.png)
![\[P=1-\Phi\left(z_{\alpha/2}-\frac{\delta}{\sigma}\sqrt{n}\right)+\Phi\left(-z_{\alpha/2}-\frac{\delta}{\sigma}\sqrt{n}\right)\]](/sites/default/files/tex/8e712622188e592cd52b24b651c63dbbb08f7df2.png)
![\[P=\Phi\left(-z_{\alpha/2}-\frac{\delta}{\sigma}\sqrt{n}\right)\]](/sites/default/files/tex/3f07e5fc575389d8a9c3341204fb23e63e066b4d.png)
![\[P=1-\Phi\left(z_{\alpha}-\frac{\delta}{\sigma}\sqrt{n}\right)\]](/sites/default/files/tex/d047bab2a10b6e5a4656376518a79c2eba11b690.png)
![\[\beta=\Phi\left(z_{\alpha/2}-\frac{\delta\sqrt{n}}{\sigma}\right)-\Phi\left(-z_{\alpha/2}-\frac{\delta\sqrt{n}}{\sigma}\right)=\Phi(-0,8572)-\Phi(-4,7772)=0,1957.\]](/sites/default/files/tex/0aacd2e263b84f7c50bf87ea1afce069ba183d56.png)
![\[P=1-\beta=1-0,1957=0,8043,\]](/sites/default/files/tex/81200738d5b55de72b7bd8d29f478b73ad5f3501.png)