Em situações onde somente é possível quantificar, além de causas comuns, as causas especiais de variação, usaremos os índices propostos por Herman (1989). Esses índices são conhecidos como índices de Performance do processo. Se o processo está estável, os índices de capacidade estarão muito próximos dos índices de performance. Porém, uma diferença grande entre capacidade e performance indica a existência de instabilidade no processo, ou seja, causas especiais estão agindo.
O cálculo dos índices Pp e Ppk são similares aos índices Cp e Cpk. Desta forma, temos
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ou seja,
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Logo, o índice Pp pode ser estimado por
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Para a especificação unilateral superior temos
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e para a especificação unilateral inferior
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onde μ é a média do processo.
A relação entre Pp e a dupla (PPI, PPS) é dada por
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Uma generalização para o caso de especificações bilaterais é o índice
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Observemos os índices de performance na Figura 2.2.1.

Figura 2.2.1: Índices de performance do processo.
Estimativa do desvio padrão
A seguir vamos apresentar diversos métodos para estimar o desvio padrão, que é parte fundamental da Performance do Processo.
Variabilidade a longo prazo
A melhor forma de estimarmos esta variabilidade é através do desvio padrão amostral
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em que
representa as medidas do processo,
corresponde a média amostral de todas as medidas do processo e n ao número de medidas obtidas do processo.
Para ajustarmos o desvio padrão em relação ao vício tomamos
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em que o valor de c4 é tabelado no Apêndice.
A seguir são analisadas algumas situações práticas:
- Situação 1: Quando os dados são obtidos via um gráfico
e R a estimativa tradicional (
) só é válida se o processo estiver sob controle. - Situação 2: Quando retiramos uma amostra de uma população o desvio padrão amostral (s) é a única forma de estimarmos a variabilidade a longo prazo.
A seguir apresentamos um exemplo envolvendo os conceitos discutidos.
Exemplo 2.2.1: Vamos calcular a performance do processo para o Exemplo 2.1.1, considere neste caso um desvio padrão amostral s = 0,14.
As especificações são: LSE = 10,9 , VN = 10,7 , LIE = 10,5 ,
= μ = 10,662 e
.
Para as especificações unilaterais superior e inferior temos
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Assim,
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A pior situação (aquela em que o processo gera a maior porcentagem de defeitos) é avaliada pelo Ppk. Portanto,
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Tratamento de tolerâncias unilaterais
Em alguns casos, temos apenas limites superiores ou inferiores de engenharia. Assim, não temos como calcular o índice Pp. Nestes casos, o manual de CEP (2ª Edição) propõe a seguinte estratégia:
- Apenas limite Superior
- Ppk = PPS;
- Pp não se aplica;
- PPI não se aplica.
- Apenas limite Inferior
- Ppk = PPI;
- Pp não se aplica;
- PPS não se aplica.














