Em muitos casos, uma grandeza
não é medida diretamente, mas é determinada em função de
outras grandezas
, através de uma relação funcional
, que vem a ser
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As grandezas de entrada
, sobre o qual o valor de saída
depende, pode ser uma medida ou depender de outras variáveis, incluindo correções e fatores de correções para efeitos sistemáticos. A função
pode ser determinada experimentalmente, ou existe somente, como um algoritmo que pode ser avaliado numericamente.
As grandezas de entradas
podem ser caracterizadas como:
- Quantidade cujos valores e incertezas são determinados diretamente da medição. Esses valores e incertezas podem ser obtidos de uma simples observação, repetidas observações ou julgamentos baseados na experiência.
Também podem envolver as determinações de correções para indicação dos instrumentos e correções por grandezas de influências, tais como: temperatura ambiente, pressão barométrica e umidade;
- Valores e incertezas, os quais são conduzidos para uma medição de fontes externas, tais como:
grandezas associadas com calibração de padrões, certificados de materiais de referência e referência de informações obtidas através de manuais.
Exemplo 1.3.1:
Para medirmos o volume, podemos utilizar o seguinte método
![]() |
, onde a grandeza volume é obtida através das grandezas massa e densidade.
A estimativa do desvio padrão, associado com cada estimativa de entrada
é denominada de \textbf{incerteza padrão} e indicada por
.
A estimativa do desvio padrão, associado com a estimativa do resultado de medição
, é denominada incerteza padrão combinada e indicada por
, e é determinada pela combinação das incertezas padrão associada com as estimativas de entrada (
). Cada estimativa de entrada
e sua incerteza associada
são obtidas pela distribuição dos valores de uma grandeza de entrada (
).
A avaliação da incerteza de medição "Tipo A" é baseada na distribuição de frequência, enquanto que a avaliação "Tipo B" é baseada em informações disponíveis da variabilidade da grandeza de entrada (
).
(NIS 3003, 1995) Calibração de uma massa padrão com valor nominal 10kg de classe M1, utilizando um comparador. Neste caso, obtemos a equação da massa desconhecida
, por
![]() |
Na prática não aplicamos correções para esta classe de massa e o comparador tem linearidade desconhecida. Entretanto, associamos incertezas para estas contribuições.
| Símbolo | Fonte de Incerteza | Tipo | Limites | Média |
![]() |
Massa padrão | B | ![]() |
![]() |
![]() |
Deriva (drift) massa padrão | B | ![]() |
0 |
![]() |
Linearidade do comparador | B | ![]() |
0 |
![]() |
Efeito do ar | B | ![]() |
0 |
![]() |
Repetitividade | A |
Determinar a incerteza da área de um círculo cujo diâmetro foi medido experimentalmente através de um sistema de medição denominado paquímetro.
Valor do diâmetro obtido com o paquímetro com resolução de 0,01 mm e incerteza expandida U= 0,02 mm (k = 2):
| Leituras | Diâmetro |
| 1 | 10,28 |
| 2 | 10,26 |
| 3 | 10,28 |
| 4 | 10,3 |
| 5 | 10,28 |
A expressão para o cálculo da área é dada por
![]() |
Determinar a incerteza de medição na composição de dois blocos padrão, que foram medidos pelo mesmo sistema de medição.
Bloco 1
Dimensão nominal: 10 mm.
Incerteza Expandida:
para
.
Bloco 2
Dimensão nominal: 20 mm.
Incerteza Expandida:
para
.
O resultado da combinação dos blocos pode ser expresso matematicamente por
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![\[y=\frac{1}{4}\pi d^2,\]](/sites/default/files/tex/336200e07d735f054626352a1a5cabe147a49850.png)
