As vezes é difícil produzir uma quantidade suficiente de peças para realizar o estudo de capacidade de máquina usando o método de gráfico de controle devido, por exemplo, tempos de ciclo longos, materiais caros ou testes destrutivos. Se a habilidade da máquina excede em muito, ou está muito abaixo de seus requisitos, o "teste S sequencial" ajudará a tomar uma decisão sobre a capacidade da máquina, com um número de peças bem menor do que o necessário para se usar o método do gráfico de controle.
Para aplicar o teste S sequencial, deve-se seguir toda a preparação para conduzir um estudo de capacidade de máquina usando o método do gráfico de controle. Depois que a máquina estiver pronta para o estudo, fabrique uma amostra de n peças (comece com n = 8) e calcule o desvio padrão amostral Sn dado por
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Então, calcule o "Teste da Razão", dividindo Sn pela Tolerância da característica sob estudo, ou seja,
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em que LSE = Limite Superior de Especificação e LIE = Limite Inferior de Especificação.
NOTA: Se o Teste da Razão fo multiplicado por 6, temos a "Razão de Capacidade", designada por Rc .
Se o valor do Teste da Razão for muito "pequeno", isto é, menor do que o Valor Crítico Inferior (VCIn), a máquina é considerada capaz porque sua variação é uma pequena porcentagem da tolerância. Por outro lado, se o valor do Teste da Razão for muito "grande", isto é, maior do que o Valor Crítico Superior (VCSn), então a máquina é considerada não capaz.
Os Valores Críticos Inferior e Superior são dados na Tabela 2 para n de 8 a 30, para níveis de confiança 0,90; 0,95 e 0,99.
A regra de tomada de decisão pode ser resumida da seguinte forma:
- Se o valor do Teste da Razão for menor do que VCIn, máquina capaz.
- Se o valor do Teste da Razão for maior do que VCSn, máquina incapaz.
- Se o valor do Teste da Razão estiver entre VCIn e VCSn , continue testando.
Quando o valor do Teste da Razão cai entre os dois valores críticos significa que não há informação suficiente das medidas coletadas para tomar uma decisão com o nível de confiança desejado. Duas peças adicionais devem ser fabricadas e medidas. Estas duas últimas medidas são combinadas com as oito primeiras para calcular um novo Sn, fazendo n = 10. O valor do Teste da Razão para n = 10, usando agora S10, é calculado e comparado aos novos valores críticos. Se o novo valor crítico inferior ou o novo valor crítico superior for excedido, então a decisão sobre a capacidade da máquina pode ser feita. Se o novo valor do Teste da Razão cair entre os valores críticos, mais duas peças são fabricadas, e calcula-se o S12 (n agora é igual a 12) e o novo valor para o teste. Essa sistemática prossegue até n = 30, no máximo. Se nenhuma decisão for tomada com n = 30, divide-se as 30 peças em 10 subgrupos de tamanho 3 cada um, e use o método do gráfico de controle para estimar a capacidade da máquina.
Tabela 8.3.1: Valores Críticos para o Teste S Squencial.
Nível de Confiança para Alvo de
(que é idêntico ao
).
| 0,9 | 0,95 | 0,99 | ||||
| n | VCIn | VCSn | VCIn | VCSn | VCIn | VCSn |
| 8 | 0,0636 | 0,131 | 0,0556 | 0,1418 | 0,0421 | 0,1625 |
| 10 | 0,068 | 0,1277 | 0,0608 | 0,1371 | 0,0482 | 0,1552 |
| 12 | 0,0712 | 0,1253 | 0,0645 | 0,1337 | 0,0527 | 0,1499 |
| 14 | 0,0736 | 0,1234 | 0,0673 | 0,1312 | 0,0562 | 0,1459 |
| 16 | 0,0755 | 0,122 | 0,0696 | 0,1291 | 0,059 | 0,1428 |
| 18 | 0,077 | 0,1207 | 0,0714 | 0,1274 | 0,0614 | 0,1402 |
| 20 | 0,0783 | 0,1197 | 0,073 | 0,126 | 0,0634 | 0,138 |
| 22 | 0,0794 | 0,1188 | 0,0743 | 0,1247 | 0,0651 | 0,1362 |
| 24 | 0,0804 | 0,118 | 0,0754 | 0,1237 | 0,0666 | 0,1346 |
| 26 | 0,0812 | 0,1173 | 0,0764 | 0,1227 | 0,0679 | 0,1331 |
| 28 | 0,0819 | 0,1167 | 0,0773 | 0,1219 | 0,0691 | 0,1319 |
| 30 | 0,0825 | 0,1161 | 0,0781 | 0,1211 | 0,0701 | 0,1308 |
Os valores críticos na Tabela 2 são baseados no alvo de capacidade de máquina em ter potencial para atender um mínimo de
dentro da tolerância. Isto equivale a um Cp Alvo de máquina igual a 1,67 (
). Para testar um requisito de capacidade de máquina diferente, multiplica-se os valores críticos da Tabela 2 por 10/h , onde h é o número de
desejado dentro da tolerância. Por exemplo, se o alvo é ter
igual a tolerância (ou seja, h = 12), multiplica-se os valores críticos por 10/12.
Os valores críticos podem ser calculados por
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em que
são valores tabelados da distribuição qui-quadrado com (n-1) graus de liberdade.
Exemplo 8.3.1: Suponha que o alvo é ter 90% de confiança de que o Cp de máquina (de uma máquina de cortar blocos) do comprimento de um bloco seja pelo menos 1,67. Isto significa um mínimo de
dentro da Tolerância, o que é equivalente a dizer que
deve ser igual ou menor do que a Tolerância, ou seja,
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portanto,
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logo,
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então,
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Foi feito o melhor para minimizar a variação dos outros elementos do processo (material, operador, etc.), tendo somente a variação da máquina, 8 peças são cortadas e seus comprimentos são medidos gerando um desvio padrão
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A especificação para o comprimento do corte é 125 mm ± 3 mm, portanto a Tolerância é 6 mm.
Com esta informação, o primeiro Teste da Razão S Sequencial é calculado
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Comparando o valor 0,0662 com os valores críticos da Tabela 8.3.1, para n = 8 e confiança de 0,90 , temos
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Como o valor calculado ficou entre os dois valores críticos, nenhuma decisão pode ser tomada. Mais duas peças foram fabricadas e medidas. Estas duas novas medidas são juntadas às 8 medidas existentes e o valor do novo desvio padrão foi calculado fornecendo s10 = 0,4146. Agora vamos calcular o Teste da Razão para 10 peças, tendo
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Comparando este resultado com os valores críticos da Tabela 8.3.1, para n = 10 e confiança de 0,90 , temos
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De novo, nenhuma decisão pôde ser tomada. Mais duas peças foram fabricadas e suas medidas foram juntadas às outras 10 existentes proporcionando o desvio padrão s12 = 0,4032. O valor do Teste da Razão agora é
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Para n = 12, o valor crítico inferior é 0,0712 , e portanto
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Portanto, a máquina demonstrou que tem capacidade
com confiança de 90%, isto é, o Cp de máquina atinge o alvo de 1,67.
Comentários sobre o "Teste S Sequencial"
• Antes de usar o Teste S Sequencial, deve-se seguir os procedimentos de set-up para a máquina em estudo tais como os requisitados para o método do gráfico de controle.
• Para fazer o Teste S Sequencial para um alvo diferente de
, multiplica-se os valores críticos da Tabela 8.3.1 por 10 e divide por h, onde h é o número desejado de desvios padrão da máquina dentro da Tolerância. Por exemplo, para fazer o teste para um Cp,Alvo de máquina = 2,50, temos pelo menos
.
Com h = 15, cada valor crítico deve ser multiplicado por 10/15, isto é,
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portanto
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logo
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então
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• O teste para a capacidade potencial da máquina aplica-se melhor onde a preocupação é principalmente com a variação de produção, uma vez que a média do processo não é considerada no cálculo do teste da razão. O Teste S Sequencial pressupõe que o centro do processo pode ser facilmente ajustado a um valor alvo desejado. Outras pressuposições são que a saída da máquina tem distribuição normal e está sob controle durante o período de teste. Se for instável, este teste muito provavelmente indicará que a máquina não dispõe de capacidade potencial, pois Sn é inflado, uma vez que é calculado a partir de ambas as causas comuns e assinaláveis de variação máquina.
• Se é dada uma especificação unilateral, use a "Tolerância" dada abaixo para LSE, em que T é a média almejada do processo para a característica em estudo,
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Quando é especificado somente o LIE, calcule
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• Para efetuar o Teste S Sequencial, pode-se usar um formulário. A frente do formulário pode ser igual à frente do formulário da Figura 10.1 e o verso o formulário da Figura 10.2.




















