- (16) 3376-2047
- [email protected]
- Portfólio de Serviços
- AT
O poder do teste estatístico é definido como a probabilidade de rejeitar a hipótese nula, dado que a mesma é falsa. Na prática, é importante que se tenham testes com nível de significância próximos do nível de significância nominal e que o poder seja alto, mesmo em situações de amostras pequenas. Na suposição de amostras provenientes de uma distribuição Normal, hipóteses da forma
:
versus
:
podem ser avaliadas a partir da estatítica t-Student. Alternativamente, na suposição de simetria, podemos utilizar o teste não-paramétrico de Wilcoxon. Para ambos, os testes, quando essas suposições estão satisfeitas, esperamos que o erro do Tipo I esteja próximo do nível de significância nominal e que o poder seja alto. Por outro lado, quando ocorre a quebra de alguma destas suposições, é importante avaliar o comportamento da taxa de rejeição de
quando a mesma é verdadeira. Essa taxa de rejeição é definida como o tamanho empírico do teste e pode ser calculada via simulação Monte Carlo, gerando amostras sob a hipótese nula. Por outro lado, ao gerarmos valores sob a hipótese alternativa, temos que a proporção de vezes em que
é rejeitada define o poder de um teste estatístico.
Entre os dois tipos de erros, há relação: quando
aumenta
diminui e vice-versa, quando
diminui
aumenta. O caminho para reduzir
e
simultaneamente é aumentar o tamanho da amostra. A tabela seguinte mostra as probabilidades dos dois tipos de erro.
| |
||
| Probabilidade de Não Rejeitar |
||
| Probabilidade de Rejeitar |
Ao definirmos os valores do tamanho da amostra
e do nível de significância
, antes de realizarmos o teste de hipóteses, é possível obtermos valores da probabilidade
de cometer um erro tipo II em função de possíveis valores verdadeiros do parâmetro declarado na hipótese nula.
O objetivo é conhecer quão bem o teste de hipóteses controla o erro do tipo II, ou qual a probabilidade de rejeitar a hipótese nula se realmente for falsa.
Essa informação é obtida da probabilidade complementar de
, ou seja,
, denominada poder do teste contra um possível valor verdadeiro do parâmetro declarado na hipótese nula.
Para um determinado teste de hipóteses é possível definirmos valores verdadeiros do parâmetro declarado na hipótese nula e, para cada um deles, calcularmos a probabilidade
Com isso, geramos a função poder e seu correspondente gráfico da curva do poder do teste.
Pelo estudo do Poder do teste F para 1 fator, referimos que a probabilidade da regra de decisão implicará na escolha por
Aqueles com as médias dos tratamentos diferentes. Mais especificamente, o Poder é dado pela seguinte expressão:
Poder![]()
em que
é o parâmetro de não centralidade, e é obtido através da seguinte equação:
![]() |
Quando todos os fatores da amostra tem tamanho n, o parêmetro
é obtido pela equação:
em que
e
pois ![]()
As probabilidade do Poder do Teste são calculadas através da distribuição F não central. Além disso,
Temos que
é o número de graus de liberdade do numerador para
. Para o modelo da ANOVA,
, ou número de níveis menos 1.
O nível de significância é dado por
, geralmente usamos
.
Temos que
é o número de graus de liberdade do denominador para
. No modelo da ANOVA temos:
O planejamento das amostras para experimento de 1 fator com níveis fixos é feito utilizando o parâmentro de não centralidade para igualdade das amostras. No entanto, em vez de exigirmos uma especificação direta do nível
, para o qual é importante controlar o erro do tipo II, ela apenas exige uma diferença mínima do nível do fator das médias, porque ela é importante no que tange a detecção das diferenças entre os
, com probabilidade alta. Esta diferença mínima é denotada por
.
![]()
Algumas especificações devem ser feitas, como:
O nível
é o risco do erro do tipo I a ser controlada.
A magnitude da diferença mínima
de
, é importante, pois ela será a tolerância do teste com probabilidade alta. A magnitude de
, que o desvio padrão da probabilidade da distribuição de Y, e ela é especificada em termos da relação:
O nível
é o risco do erro do tipo II a ser controlada. O Poder do Teste é dado por:
Explicação direta de
: a diferença mínima é explicada diretamente em unidade de desvio padrão
.
Nota: Embora não especifiquemos
diretamente. Estes planejamento exigem o do valor do desvio padrão
antecipado. Isso não é tanta vantagem visto como um dado significativo de especificação do
em unidades de
Ele irá frequentemente exigir o conhecimento do tamanho aproximado do desvio padrão.
Com isso o parâmentro de não centralidade será dado como:
Considere os dados do Exemplo 1.
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
Primeiramente calcularemos o valor de
:
![]()
Temos então que o parâmetro de não centralidade é dado por:
Por fim, obtemos os seguintes resultados:
| Nº de níveis (k) | Observações por nível (n) | Desvio padrão ( |
|
| 11,8 | 5 | 5 | 5,151 |
O valor calculado do Poder do Teste será:
Poder![]()
Veja a seguir os resultados obtidos pelo software Action Stat para o mesmo exemplo.

| Para entender como executar essa função do Software Action Stat, você pode consultar o manual do usuário. | |||
Para calcularmos o tamanho da amostra, basta isolarmos o tamanho da amostra
da equação (1). Com isso, obtemos:
Neste exemplo, calculamos o tamanho da amostra para um experimento em que desejamos detectar uma diferença mínima de
para
níveis, variabilidade (desvio-padrão) de
e poder do teste de ![]()
De fato, para um poder de
temos que o parâmetro de não centralidade da distribuição F é dado por
de 1,6196. Logo, temos que
Portanto o tamanho da amostra para este experimento é de ![]()
Veja a seguir os resultados obtidos pelo software Action Stat para o mesmo exemplo.

| Para entender como executar essa função do Software Action Stat, você pode consultar o manual do usuário. | |||
O Portal Action é mantido pela Estatcamp - Consultoria Estatística e Qualidade, com o objetivo de disponibilizar uma ferramenta estatística em conjunto com uma fonte de informação útil aos profissionais interessados.
