Um intervalo de confiança (IC) é um intervalo estimado de um parâmetro de interesse de uma população. Em vez de estimar o parâmetro por um único valor, é dado um intervalo de estimativas prováveis. O quanto estas estimativas são prováveis será determinado pelo coeficiente de confiança (1-α), para α
(0, 1).
Intervalos de confiança são usados para indicar a confiabilidade de uma estimativa. Por exemplo, um IC pode ser usado para descrever o quanto os resultados de uma pesquisa são confiáveis. Sendo todas as estimativas iguais, uma pesquisa que resulte num IC pequeno é mais confiável do que uma que resulte num IC maior.
Se U e V são estatísticas (isto é, funções da amostra) cuja distribuição de probabilidade dependa do parâmetro θ, e
![]() |
então o intervalo aleatório (U,V) é um intervalo de confiança "100(1-α)% para θ". Portanto, podemos interpretar o intervalo de confiança como um intervalo que contém os valores "plausíveis" que o parâmetro pode assumir. Assim, a amplitude do intervalo está associada a incerteza que temos a respeito do parâmetro.
Considere X1,X2,...,Xn uma amostra aleatória retirada de uma população com distribuição
que depende do parâmetro θ. Por exemplo, tomamos X1,X2,...,Xn uma amostra aleatória com distribuição normal com média μ desconhecida e desvio padrão conhecido σ=1. Para propormos um intervalo de confiança para o parâmetro θ, vamos introduzir o conceito de quantidade pivotal. Uma função Q da amostra (X1,X2,...,Xn) e do parâmetro θ cuja distribuição de probabilidade não depende do parâmetro θ é denominada quantidade pivotal. Desta forma, dado o nível de confiança (1-α), tomamos
![]() |
Se a quantidade pivotal Q for inversível, podemos resolver a inequação acima em relação a θ e obter um intervalo de confiança.
Motivação
Suponha que queiramos estimar a média μ de uma população normal com variância
conhecida. O estimador de máxima verossimilhança para a média populacional
é dado pela média amostral
de uma amostra de tamanho n. Assim, temos a seguinte quantidade pivotal
.
![]() |
![]() |
![]() |
Para interpretar o intervalo de confiança da média, assumimos que os valores foram amostrados de forma independente e aleatória de um população normal com média
e variância
. Dado que estas suposições são válidas, temos 95% de "chance" do intervalo conter o verdadeiro valor da média populacional. Em outras palavras, se produzirmos diversos intervalos de confiança provenientes de diferentes amostras independentes de mesmo tamanho, podemos esperar que aproximadamente 95% destes intervalos devem conter o verdadeiro valor da média populacional.

![\[P(U \ \textless \ \theta \ \textless \ V|\theta) = 1-\alpha\]](/sites/default/files/tex/e17e59fc794abdff47281eec118954b7726ceccb.png)
![\[1-\alpha=P[q_1\leq Q(X_1,X_2,\ldots,X_n;\theta)\leq q_2]\]](/sites/default/files/tex/4b1f4c993c1855268d4ad38d0e8a59f76fcbcac9.png)
![\[P[|e| \ \textless \ 1,96\sigma^2/n]=0,95\]](/sites/default/files/tex/7b589a949f1a40b5996ca318f739d702f7b8b908.png)
![\[P[|\overline{X}-\mu| \ \textless \ 1,96\sigma^2/n]=0,95\]](/sites/default/files/tex/ee117824369a4d8efbd602a444eaf4f0da3d3523.png)
![\[P[\overline{X}-1,96\sigma^2/n \ \textless \ \mu \ \textless \ \overline{X}+1,96\sigma^2/n]=0,95.\]](/sites/default/files/tex/ba2f437c980950a00cd0731ec44a990e51776bb7.png)