A linearidade mede a variação da tendência para diferentes valores de referência na faixa de interesse. A linearidade é avaliada via a inclinação da reta formada pelos diferentes valores de referência em relação a respectiva tendência. Quanto menos inclinada a reta, melhor será a qualidade do sistema de medição.

Diretrizes
Diretrizes para o estudo de tendência e linearidade para sistema não destrutivo:
- Selecionar uma amostra de peças (no mínimo 5) cujas medidas se distribuam ao longo da faixa de interesse;
- Determinar os valores de referência das peças. Mais uma vez podemos utilizar laboratórios acreditados no INMETRO ou laboratório interno;
- Avaliador que utiliza o sistema de medição deve medir cada uma das peças no mínimo 10 vezes (o MSA sugere 12), em seqüência aleatória;
- Determinar a tendência para cada medição (Tendência = Resultado da medição - Valor de Referência);
- Representar graficamente a (tendência) x ( valor de referência);
Avaliação
Para avaliarmos a tendência e linearidade, vamos tomar o ajuste da tendência em relação ao valor de referência:
Tendência = a + b*(valor de referência) + Erro de ajuste
- Coeficiente de Determinação (R2): grau de ajuste da reta;
- Intercepto (a);
- Inclinação (b);
Apresentamos algumas das métricas utilizadas na quarta edição do MSA:
- Linearidade = |b|
- %Linearidade = |b|* (100%)
- Linearidade em relação à escala de medição (amplitude da faixa nominal): L(escala) = |b|*(max - min)
Regressão Linear
O modelo de regressão linear é dado por:
Tij = a+b VRi + εij (2.3.1)
em que
- g : número de peças (≥ 5);
- m : número de medições por peça (≥ 12);
- Tij: corresponde a j-ésima tendência do i-ésimo valor de referência (corpo de prova);
- VRi: corresponde ao valor de referência i;
- εij é uma variável aleatória normal com média zero e desvio-padrão σ (independentes);
- a e b são os parâmetros, que juntos definem a reta da regressão.
Estimativas
Neste sentido, o MSA 4a edição propõe como critério as seguinte ferramentas:
- Teste dos coeficientes de regressão;
- Banda de confiança para a reta de regressão.
A seguir, vamos estudar os dois critérios. Para facilitar os cálculos, estabelecemos a seguinte tabela:
Tabela 2.3.1: Entrada de dados e cálculos de linearidade
| Medição | VR | T | VR2 | T2 | VR*T |
| Z11 | VR1 | T11 | VR21 | T211 | VR1 *T11 |
| Z12 | VR1 | T12 | VR21 | T212 | VR2 *T12 |
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| Z1m | VR1 | T1m | VR21 | T21m | VR1 *T1m |
| Z21 | VR2 | T21 | VR22 | T221 | VR2 *T21 |
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| Z2m | VR1 | T2m | VR22 | T22m | VR2 *T2m |
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| Zg1 | VRg | Tg1 | VR2g | T2g1 | VRg *Tg1 |
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| Zgm | VRg | Tgm | VR2g | T2gm | VRg *Tgm |
| soma VRi | soma Tij | soma VR2i | soma T2ij | soma VRi Tij |
Estimativas
As médias da tendência e do valor de referência são dados por:
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Notações básicas
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O modelo ajustado é dado por:
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para todo i = 1,...,g e j = 1,...,m.
As estimativas de mínimos quadrados
e
são dadas por:
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O R2 é dado por:
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ou seja, é a razão entre o produto (SxySxy) pelo produto (SxxSyy). E temos,
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Metodologias
A seguir, vamos apresentar duas metodologias para testarmos a significância estatística dos coeficientes da regressão.
1) Teste dos Coeficientes da Regressão Linear Simples:
1.1) Teste para o Coeficiente Angular
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Estatística do teste
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no qual
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O valor de t* deve ser comparado com uma distribuição t- Student com g*m-2 graus de liberdade para um determinado nível de significância
(ver tabela da distribuição t-Student).
- Se |t| ≤ t(g*m-2; 1-(
/2)) não rejeitamos H0, ou seja, rejeitamos a hipótese de que o coeficiente angular seja significativo; - Se t > t(g*m-2; 1-(
/2)) rejeitamos H0, ou seja, não rejeitamos a hipótese de que o coeficiente angular seja significativo.
Outra forma de definirmos um critério para avaliarmos o teste de hipótese é o P-valor.

1.2) Teste para o intercepto
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Estatística do teste
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em que,
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Este valor deve ser comparado com uma distribuição t - Student com (g*(m-2)) graus de liberdade para um determinado nível de significância
(ver tabela da distribuição t-Student).
- Se |t| j ≤ t(g * m-2; 1-(
/2)) não rejeitamos H0, ou seja, rejeitamos a hipótese de que o intercepto seja significativo; - Se |t| j > t(g * m-2; 1-(
/2)) rejeitamos H0, ou seja, não rejeitamos a hipótese de que o intercepto seja significativo.
Outra forma de definirmos um critério para avaliarmos o teste de hipótese é o P-valor. O P-valor representa o menor nível de significância para o qual rejeitamos H0. Logo, para um nível de significância
= 0,05 adotado, rejeitamos H0 se o P-valor obtido for menor que 0,05, enquanto que não rejeitamos H0 se o P-valor for maior que 0,05.

Critério: A tendência e a linearidade são consideradas não significativas quando não rejeitamos as hipóteses H0 nos dois testes realizados acima.
2) Intervalo de Confiança para reta de regressão:
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em que VR representa o Valor de Referência no ponto que calculamos o intervalo de confiança.
Critério: a linha relativa a tendência igual a zero deve estar completamente contida dentro dos limites acima.
Obs: As estimativas dos coeficientes e o intervalo de confiança estão descritos na Norma MSA 4º edição página 97.
Exemplo 2.3.1
O engenheiro do sistema de medição estava interessado em determinar a linearidade de um sistema de medição. Cinco peças padrão, que se distribuem por toda a faixa de variação do processo, foram medidas 15 vezes no laboratório de medição para se determinar o valor de referência. Neste caso, o metrologista utilizou um instrumento de medição com uma resolução melhor do que o instrumento utilizado normalmente. Após determinar o valor de referência, um avaliador realizou 12 medições de cada peça padrão nas condições reais de utilização do sistema de medição. Os valores estão resumidos na Tabela abaixo. Aqui, temos g=5 (número de peças) e m=12 (leituras em cada peça ).
| Medições | 2,0 | Tendência | 4,0 | Tendência | 6,0 | Tendência | 8,0 | Tendência | 10,0 | Tendência |
| 1 | 2,7 | 0,7 | 5,1 | 1,1 | 5,8 | -0,2 | 7,6 | -0,4 | 9,1 | -0,9 |
| 2 | 2,5 | 0,5 | 3,9 | -0,1 | 5,7 | -0,3 | 7,7 | -0,3 | 9,3 | -0,7 |
| 3 | 2,4 | 0,4 | 4,2 | 0,2 | 5,9 | -0,1 | 7,8 | -0,2 | 9,5 | -0,5 |
| 4 | 2,5 | 0,5 | 5 | 1 | 5,9 | -0,1 | 7,7 | -0,3 | 9,3 | -0,7 |
| 5 | 2,7 | 0,7 | 3,8 | -0,2 | 6 | 0 | 7,8 | -0,2 | 9,4 | -0,6 |
| 6 | 2,3 | 0,3 | 3,9 | -0,1 | 6,1 | 0,1 | 7,8 | -0,2 | 9,5 | -0,5 |
| 7 | 2,5 | 0,5 | 3,9 | -0,1 | 6 | 0 | 7,8 | -0,2 | 9,5 | -0,5 |
| 8 | 2,5 | 0,5 | 3,9 | -0,1 | 6,1 | 0,1 | 7,7 | -0,3 | 9,5 | -0,5 |
| 9 | 2,4 | 0,4 | 3,9 | -0,1 | 6,4 | 0,4 | 7,8 | -0,2 | 9,6 | -0,4 |
| 10 | 2,4 | 0,4 | 4 | 0 | 6,3 | 0,3 | 7,5 | -0,5 | 9,2 | -0,8 |
| 11 | 2,6 | 0,6 | 4,1 | 0,1 | 6 | 0 | 7,6 | -0,4 | 9,3 | -0,7 |
| 12 | 2,4 | 0,4 | 3,8 | -0,2 | 6,1 | 0,1 | 7,7 | -0,3 | 9,4 | -0,6 |
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
Estimação dos Parâmetros do exemplo
A seguir, vamos estimar os parâmetros e aplicar a metodologia definida pelo MSA 4a Edição.
Tabela 2.3.2: Tabela de dados
| Peça | Medições | VR | T | VR2 | T2 | VR*T |
| 1 | 2,7 | 2 | 0,7 | 4 | 0,49 | 1,4 |
| 2 | 2,5 | 2 | 0,5 | 4 | 0,25 | 1 |
| 3 | 2,4 | 2 | 0,4 | 4 | 0,16 | 0,8 |
| 4 | 2,5 | 2 | 0,5 | 4 | 0,25 | 1 |
| 5 | 2,7 | 2 | 0,7 | 4 | 0,49 | 1,4 |
| 6 | 2,3 | 2 | 0,3 | 4 | 0,09 | 0,6 |
| 7 | 2,5 | 2 | 0,5 | 4 | 0,25 | 1 |
| 8 | 2,5 | 2 | 0,5 | 4 | 0,25 | 1 |
| 9 | 2,4 | 2 | 0,4 | 4 | 0,16 | 0,8 |
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| 12 | 9,4 | 10 | -0,6 | 100 | 0,36 | -6 |
| Soma | 360 | -3,2 | 2640 | 11,82 | -82,4 | |
| Média | 6 | -0,053333 | ||||
Primeiramente precisamos determinar as médias das variáveis T (tendência) e VR (valor de referência).
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Assim, encontramos as somas de quadrados empíricas.
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A seguir, utilizamos as somas de quadrados empíricas para encontrarmos estimativas dos parâmetros da reta de regressão. Aqui, temos que
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e
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A reta estimada é dada por:
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Tendência estimada = 0,7366 - 0,13167 *(Valor de Referência)
Com isso, obtemos que a %linearidade = 13,2%. Isto que dizer que a tendência varia em média 13,2% da faixa de estudo (10-2=8) entre o início e o final da faixa. Vamos aplicar os dois critérios de avaliação da linearidade, os testes dos parâmetros e o intervalo de confiança para a reta de regressão. Para isto, calculamos o quadrado médio do erro (QME) por:
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Caso 1: Teste de hipóteses: Inicialmente, vamos testar o coeficiente angular (b).
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A estatística do teste é dada por:
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no qual o erro padrão associado à estimativa do coeficiente angular é calculada por:
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Portanto, o valor da estatística t-Student é dado por:
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Para uma distribuição t-Student com 58 graus de liberdade encontramos
t(g*m-2; 1-
/2) = 2,0017.
Desde que t* = 12,044 > 2,0017 rejeitamos a hipótese de que a linearidade não seja significativa. Com isso, concluímos que a linearidade é significativa ao nível de confiança de 5%.
Na seqüência, vamos realizar o teste para o intercepto
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Neste caso, a estatística do teste é dada por:
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no qual,
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![]() |
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Com isso, obtemos que
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Para uma distribuição t-Student com 58 graus de liberdade encontramos t(g*m-2; 1-α/2) = 2,0017. Desde que t* = 10,16 > 2,0017 rejeitamos a hipótese de que o intercepto não seja significativo. Com isso, concluímos que o intercepto é significativo ao nível de confiança de 5%.
Conclusão: Desde que o coeficiente angular (linearidade) foi considerado significativo, o sistema de medição apresenta uma linearidade significativa com 95% de confiança (
= 0,05).
Caso 2: Intervalo de confiança para a reta de regressão. A seguir, apresentamos na Tabela 6 o cálculo dos limites do intervalo, considerando as seguintes expressões:
Tabela 2.3.3: Limites do intervalo
|
Valor de Referência (VR) |
LI | LS |
| 2 | 0,4128 | 0,5704 |
| 4 | -0,1593 | 0,4093 |
| 6 | -0,0995 | 0,1495 |
| 8 | -0,3549 | -0,2283 |
| 10 | -0,7098 | -0,5234 |
Veja a seguir os resultados obtidos pelo software Action para o mesmo exemplo.


Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar o manual do usuário. | |||
Exemplo 2.3.2
Como aplicação de um estudo de tendência e linearidade, vamos avaliar um sistema de medição para medir a temperatura de um forno via um pirômetro óptico. Para isto, vamos fazer um estudo por comparação com um termo elemento padrão. Tomamos 5 níveis de temperatura
| Padrão | Medidas | VR | Tolerância |
| 1 | 748,8 | 750 | 100 |
| 1 | 749,8 | 750 | 100 |
| 1 | 748,8 | 750 | 100 |
| 1 | 748,8 | 750 | 100 |
| 1 | 748,8 | 750 | 100 |
| 1 | 748,8 | 750 | 100 |
| 1 | 747,7 | 750 | 100 |
| 1 | 747,7 | 750 | 100 |
| 1 | 747,7 | 750 | 100 |
| 1 | 748,7 | 750 | 100 |
| 1 | 749,7 | 750 | 100 |
| 1 | 750,7 | 750 | 100 |
| 2 | 848,8 | 850 | 100 |
| 2 | 848,8 | 850 | 100 |
| 2 | 848,8 | 850 | 100 |
| 2 | 847,2 | 850 | 100 |
| 2 | 847,2 | 850 | 100 |
| 2 | 847,2 | 850 | 100 |
| 2 | 846,1 | 850 | 100 |
| 2 | 846,1 | 850 | 100 |
| 2 | 846,2 | 850 | 100 |
| 2 | 846,3 | 850 | 100 |
| 2 | 847,3 | 850 | 100 |
| 2 | 848,3 | 850 | 100 |
| 3 | 946,9 | 950 | 100 |
| 3 | 946,9 | 950 | 100 |
| 3 | 946,9 | 950 | 100 |
| 3 | 945,8 | 950 | 100 |
| 3 | 944,8 | 950 | 100 |
| 3 | 944,8 | 950 | 100 |
| 3 | 943,6 | 950 | 100 |
| 3 | 943,6 | 950 | 100 |
| 3 | 943,6 | 950 | 100 |
| 3 | 945,1 | 950 | 100 |
| 3 | 946,1 | 950 | 100 |
| 3 | 947,1 | 950 | 100 |
| 4 | 1045,4 | 1050 | 100 |
| 4 | 1045,4 | 1050 | 100 |
| 4 | 1045,4 | 1050 | 100 |
| 4 | 1044,9 | 1050 | 100 |
| 4 | 1043,9 | 1050 | 100 |
| 4 | 1044,9 | 1050 | 100 |
| 4 | 1042 | 1050 | 100 |
| 4 | 1042 | 1050 | 100 |
| 4 | 1042 | 1050 | 100 |
| 4 | 1045,6 | 1050 | 100 |
| 4 | 1046,6 | 1050 | 100 |
| 4 | 1047,6 | 1050 | 100 |
| 5 | 1141,9 | 1150 | 100 |
| 5 | 1141,3 | 1150 | 100 |
| 5 | 1142,9 | 1150 | 100 |
| 5 | 1144,3 | 1150 | 100 |
| 5 | 1143,5 | 1150 | 100 |
| 5 | 1140,9 | 1150 | 100 |
| 5 | 1141,9 | 1150 | 100 |
| 5 | 1142,2 | 1150 | 100 |
| 5 | 1142,1 | 1150 | 100 |
| 5 | 1140 | 1150 | 100 |
| 5 | 1140,7 | 1150 | 100 |
| 5 | 1142,7 | 1150 | 100 |
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
Veja a seguir os resultados obtidos pelo software Action para o mesmo exemplo


Interpretação: Neste estudo, realizamos uma análise da tendência do sistema de medição ao longo da escala de interesse. Através da tabela da Análise da Tendência, observamos que o zero está fora do intervalo de confiança, para todos os valores de referência. Com isso, concluímos que temos tendência significativa ao longo da escala do sistema de medição. Além disso, o sistema de medição apresenta uma linearidade também significativa (P-valor de 1,8*10^(-9)) de 0,016, o que quer dizer que a tendência apresenta uma variação média de 1,6% ao longo da faixa de interesse (750 a 1150). No gráfico, observamos que a linha do ponto zero (linha vemelha) não está inserida na banda de confiança (linhas azuis), o que reforça o fato de que o sistema de medição apresenta uma linearidade significativa ao nível de significância de 5%.
Porém, para avaliarmos adequadamente a tendência e a linearidade deste sistema de medição, precisamos de entender melhor o sistema de medição e sua aplicação. Neste caso, temos uma medição de temperatura, na escala de 750oC a 1150oC, realizada através de um pirômetro óptico posicionado a dez metros da peça. Nesta distância, o pirômetro óptico apresenta uma exatidão de 2% da leitura. Por exemplo, em 1150 graus Celsius temos uma exatidão de 0,02*1150=23 graus Celsius. Observe que o maior valor de tendência, no ponto de 1150, foi de 10 graus Celsius. Portanto, a maior tendência encontrada está abaixo da exatidão garantida pelo equipamento. Além disso, temos uma tolerância de 100 graus Celsius e por motivos de segurança, medimos a peça a uma distância de 10 metros.
Em resmo, dependendo da importância da aplicação para o restante do processo, o sistema de medição pode ser considerado aceitável para o controle do processo. Caso contrário, devemos elaborar um plano de ação.
Um ponto bastante comentado pelos usuários é a interpretação do R2 . No caso particular do estudo de linearidade de um sistema de medição, valores altos de R2 pode siginificar que tivemos um bom ajuste linear. Nesta situação, concluímos que a linearidade (ou coeficiente angular) é significativa do ponto de vista estatístico. Portanto em um estudo de linearidade é interessante termos um coeficiente de determinação R2 baixo (menor que 0,2). Neste exemplo, temos um R2 igual a 0,75 o que é alto.
Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar o manual do usuário. | |||
















![\[LI= \hat{a} + \hat{b} VR -\left[t_{(g*m-2;1-\alpha/2)}\sqrt{\left(\frac{1}{g*m}+\frac{(VR - \overline{VR})^2}{S_{xx}}\right)\times QME}\right],\]](/sites/default/files/tex/e7b639698eda62caa6af3f3edd8a2cd84be699fa.png)
![\[LS= \hat{a} + \hat{b} VR +\left[t_{(g*m-2;1-\alpha/2)}\sqrt{\left(\frac{1}{g*m}+\frac{(VR - \overline{VR})^2}{S_{xx}}\right)\times QME}\right],\]](/sites/default/files/tex/e56bcb948fde94d7e6535059b81a4839bd8ab8f1.png)








![\[\hat{T_{ij}}=\hat{a} + \hat{b}*VR_i\]](/sites/default/files/tex/df247d67f588a01ac79c7deb8785e815d9c74148.png)

![\[QME=\frac{SQ_E}{g*m-2} ~=\frac{3,3279}{58} = 0,057377\]](/sites/default/files/tex/6a3c1b7090c6bfaab516a2d85502c68188efb530.png)


![\[s^2(\hat{b})=\frac{QME}{S_{xx}} ~= \frac{0,057377}{480} = 0,00011953\]](/sites/default/files/tex/b9cd6b86f78b1f4d5976838f6b865a7006658f86.png)
![\[t^{*}=\frac{\mid{\hat{b}}\mid}{s(\hat{b})}=\frac{\mid{-0,13167}\mid}{0,010932}=12,044\]](/sites/default/files/tex/04946bb2a431c96b6150ab0aef781ddc7e42b978.png)





![\[t^{*} =\frac{\mid{\hat{a}}\mid}{s(\hat{a})}=\frac{0,7366}{0,072522}=10,156\]](/sites/default/files/tex/c9008ce8ed2a3fa34391d7e657477ea76477677b.png)