Neste módulo, vamos apresentar um método para estimarmos a variabilidade associada ao sistema de medição. Como apresentado no módulo análise dos sistemas de medição, a variabilidade é decomposta em dois termos:
Repetitividade - VE
Variação das medidas obtidas por um único operador, utilizando o mesmo equipamento de medição e método, ao medir repetidas vezes uma mesma grandeza de uma única peça (corpo de prova).
Reprodutibilidade - VO
Variação das médias obtidas por diferentes operadores utilizando o mesmo equipamento de medição para medir repetidamente uma mesma grandeza de uma única peça (corpo de prova).
RR
É a soma das variações devido à falta de Repetitividade e Reprodutibilidade.
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Variabilidade
Variabilidade entre partes (variabilidade do processo de produção) - VP
É a variação das medidas observada entre os itens produzidos pelo processo, isto é, a variabilidade observada nas peças. Salientamos que a variabilidade entre as partes pode ser obtida à partir de um estudo de capacidade do processo ou à partir do próprio estudo para determinar o RR.
Variabilidade total
É a soma das variações devidas ao sistema de medição e ao processo.
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ou
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Variabilidade interna do produto
Em muitos sistemas de medição, a variação interna (ou, inerente ) das peças, como ovalização, podem inflacionar nossa estimativa da repetitividade. A variabilidade interna pode ser avaliada e separada da repetitividade. O procedimento é mais complexo e consiste basicamente em:
- Obter a medida em vários pontos da peça;
- Trabalhar com os valores médios (ou valores máximo e/ou mínimo) para cada peça;
- À partir destes experimentos estimar a variabilidade interna.
A variabilidade interna deve sempre ser objeto de estudo para a melhoria do processo produtivo.
Diretrizes para o estudo de RR - Replicável
Como em qualquer análise, um bom planejamento deve ser realizado para que possamos conduzir o estudo de RR.
- Selecionar aleatoriamente operadores que utilizam e conhecem bem o sistema de medição a ser estudado. Em geral recomendamos três operadores. Se isto não for viável, utilizar pelo menos dois operadores. Caso o operador não influencie na medição, não avalie a reprodutibilidade.
- Utilizar equipamentos de medição devidamente calibrados.
- Selecionar de 5 a 15 peças da produção cujas dimensões varram o campo de variação do processo
- Se o sistema de medição for utilizado para processos com campos de variação muito distintos, recomendamos realizar estudos RR distintos.
- Sempre que possível procure obter g = (número de peças) X (número de operadores) maior que 15. Se isto não for possível, aumente o número de leituras por peças.
- Escolher o método de conduzir e analisar o estudo.
- Análise de Variância (ANOVA).
Para sistemas de medição no qual o resultado da medição é utilizado para determinar a "conformidade" ou "não conformidade" do produto com respeito a uma especificação as amostras selecionadas NÃO precisam abranger toda a especificação. Além disso, a análise do RR deve ser realizada em relação à tolerância. Neste caso, calculamos a porcentagem RR em relação à tolerância.
Para o caso em que o sistema de medição controla o processo, isto é, o resultado da medição é utilizado para determinar a estabilidade, tendência e variabilidade do processo, através de uma estudo de CEP, devemos utilizar a variação do processo para avaliar o RR. Neste caso, devemos escolher bem as peças, pois estas devem abranger toda a faixa de variação do processo. Se for possível, devemos realizar um estudo independente para estimar a variabilidade do processo. Assim, calculamos a porcentagem RR em relação à variabilidade total.
Análise de variância - ANOVA
A análise de variância (ANOVA) é uma técnica estatística clássica que pode ser utilizada para avaliar o erro de medição e outras fontes de variabilidade dos dados pertinentes ao sistema de medição.
As vantagens do método da ANOVA comparada ao método da Média e amplitude, são:
- Capaz de tratar diversas estruturas de experimentos;
- Estimar a variância com mais exatidão e precisão;
- Extrair mais informações sobre os dados, tal como o efeito da interação entre peças e avaliadores;
As desvantagens são a complexidade dos cálculos e a necessidade de um conhecimento básico de estatística para que o usuário possa interpretar os resultados.
Aplicação do método da ANOVA
A seguir, descrevemos os passos para aplicarmos o método da ANOVA.
1o Passo
- Selecionar as peças de tal forma que representem a variação natural do processo. Em geral, tomamos peças de lotes distintos de produção. Identificar as peças.
2o Passo
- Selecionar os operadores de forma a envolver todos os turnos. Os operadores devem ter treinamento para utilizar o sistema de medição. O número de operadores vezes o número de peças deve ser maior que 15. Caso o operador não influencie na medição, escolhemos apenas um operador e não avaliamos a reprodutibilidade.
3o Passo
- Cada operador mede três ou mais vezes cada peça em ordem aleatória.
4o Passo
- Aleatorizar as medições.
5o Passo
- Calcule a média
e desvio padrão, conforme Tabela 2.4.1. Observe que calculamos os desvios padrão para cada combinação peça versus operador, o desvio padrão entre as médias dos operadores e o desvio padrão entre as médias das peças.
Desta forma, com os passos de 1 a 6 podemos organizar os dados da seguinte forma:
| Peça | Operador | |||||
| 1 | 2 | ... | o | Média | ||
| 1 |
Y111, ... ,Y11r
|
Y121, ... ,Y12r |
... ... |
Y1o1, ... ,Y1or |
![]() |
Sp |
| 2 |
Y211, ... ,Y21r |
Y221, ... ,Y22r |
... ... |
Y2o1, ... ,Y2or |
||
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![]() |
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![]() |
![]() |
![]() |
|
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![]() |
![]() |
|
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|
| p |
Yp11, ... ,Yp1r |
Yp21, ... ,Yp2r |
... ... |
Ypo1, ... ,Ypor |
Yp.. |
|
| Média | ![]() |
![]() |
... | ![]() |
![]() |
|
| So | ||||||
Tabela 2.4.1: Tabela de entradas
As quantidades são dadas por
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![]() |
![]() |
Os passos a seguir serão divididos conforme o modelo a ser adotado (sem interação ou com interação entre peça e operador).
Modelo A: com interação entre peça e operador
A fim de facilitar cálculos futuros, sugerimos o cálculo prévio de:
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
sendo que
![]() |
Assim, prosseguimos:
7o Passo
- Calcular a Repetitividade
![]() |
8o Passo
- Calcular a Reprodutibilidade como
![]() |
sendo Voper e VI dados pelas expressões
![]() |
![]() |
9o Passo
- Calcular o RR
![]() |
10o Passo
- Calcular a variação entre peças
![]() |
11o Passo
- Calcular a variação total
![]() |
12o Passo
- Tabela de % de contribuição
| Fontes de Variação | Variância | % Contribuição |
| Repetitividade | (VE)² | ![]() |
| Operador | (Voper)² | ![]() |
| Peça x Operador | (VI)² | ![]() |
| Peça | (VP)² | ![]() |
| RR | (RR)² | ![]() |
| Total | (VT)² | 100 |
Tabela 2.4.2: Tabela de contribuição - com interação
Os valores utilizados para preencher a Tabela 2.4.2 vem das expressões (2.4.6) até (2.4.9)
13o Passo
- Tabela de % em relação à variação total e ou % de tolerância
| Fonte de variação | Desvio Padrão | % Variação Total | % Tolerância |
| Repetitividade | VE | ![]() |
![]() |
| Reprodutibilidade | VO | ![]() |
![]() |
| Operador | Voper | ![]() |
![]() |
| Peça x Operador | VI | ![]() |
![]() |
| Peça | VP | ![]() |
![]() |
| RR | RR |
|
![]() |
Tabela 2.4.3: Tabela de % da variação total e ou % de tolerância - com interação
Os valores utilizados para preencher a Tabela 2.4.3 vem das expressões (2.4.6) até (2.4.9). Na Tabela 2.4.3, o valor normalmente escolhido para k é 5,15. Entretanto, por facilidades de interpretação desse índice com o índice de Pp (e ou Cp) é recomendado utilizar k=6.
Sugestão de regra para análise das variações:
Tolerância: Sistema de medição aplicado em inspeções finais e inspeção de recebimento;
Variação total: Sistema de medição utilizado durante o processo produtivo.
- %RR menor que 10% → sistema de medição aceitável.
- %RR entre 10% e 30% → sistema de medição marginal, podendo ser aceito dependendo da situação, custos, etc.
- %RR maior que 30% → sistema de medição inaceitável, sendo necessário melhorá-lo ou substituí-lo.
14o Passo
O ndc representa a capacidade de discriminar categorias de peças em um sistema de medição considerando a variação do processo. Este índice nos fornece o número de faixas que podemos dividir a variação do processo. O ndc é dado pelo maior inteiro menor ou igual ao valor:
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O manual da indústria automobilística (MSA) apresenta como critério um ndc ≥ 5. Isto quer dizer que o sistema de medição é capaz de identificar 5 tipos distintos de peças dentro do campo de variação do processo. Se um sistema de medição é avaliado pela tolerância, o índice ndc não deve ser considerado.
15o Passo
- Realizar uma análise dos dados para avaliar as características do sistema.
Se a repetitividade for grande quando comparada com a reprodutibilidade, as razões podem ser:
- O dispositivo de medição precisa de manutenção;
- O dispositivo de medição deverá ser reprojetado para ter maior robustez;
- A fixação ou posição para a medição precisam ser melhorados;
- Existe uma excessiva variação própria da peça.
Se a reprodutibilidade for grande comparada com a repetitividade, então as possíveis causas podem ser:
- O operador precisa ser melhor treinado em como usar e ler o dispositivo de medição;
- As marcações no mostrador do dispositivo de medição não são claras;
- Algum tipo de dispositivo pode ser necessário para ajudar o operador a usar o dispositivo de medição mais consistentemente.
Exemplo 2.4.1
Considere um sistema de medição para medir o diâmetro externo do mancal. O engenheiro da qualidade realizou um experimento com 10 peças, 3 operadores e 3 repetições para cada operador e peça. Os dados referentes a esse experimento estão dispostos na Tabela abaixo.
Tabela 2.4.4: Medições do diâmetro interno do mancal
| Peça | Medição | Operador |
| 1 | 114,958 | 1 |
| 2 | 114,957 | 1 |
| 3 | 114,962 | 1 |
| 4 | 114,963 | 1 |
| 5 | 114,965 | 1 |
| 6 | 114,963 | 1 |
| 7 | 114,967 | 1 |
| 8 | 114,963 | 1 |
| 9 | 114,963 | 1 |
| 10 | 114,967 | 1 |
| 1 | 114,962 | 1 |
| 2 | 114,956 | 1 |
| 3 | 114,963 | 1 |
| 4 | 114,965 | 1 |
| 5 | 114,966 | 1 |
| 6 | 114,965 | 1 |
| 7 | 114,969 | 1 |
| 8 | 114,97 | 1 |
| 9 | 114,955 | 1 |
| 10 | 114,965 | 1 |
| 1 | 114,958 | 1 |
| 2 | 114,6 | 1 |
| 3 | 114,965 | 1 |
| 4 | 114,966 | 1 |
| 5 | 114,967 | 1 |
| 6 | 114,964 | 1 |
| 7 | 114,97 | 1 |
| 8 | 114,97 | 1 |
| 9 | 114,955 | 1 |
| 10 | 114,966 | 1 |
| 1 | 114,957 | 2 |
| 2 | 114,958 | 2 |
| 3 | 114,962 | 2 |
| 4 | 114,963 | 2 |
| 5 | 114,965 | 2 |
| 6 | 114,962 | 2 |
| 7 | 114,967 | 2 |
| 8 | 114,968 | 2 |
| 9 | 114,952 | 2 |
| 10 | 114,967 | 2 |
| 1 | 114,961 | 2 |
| 2 | 114,957 | 2 |
| 3 | 114,963 | 2 |
| 4 | 114,966 | 2 |
| 5 | 114,967 | 2 |
| 6 | 114,963 | 2 |
| 7 | 114,97 | 2 |
| 8 | 114,968 | 2 |
| 9 | 114,955 | 2 |
| 10 | 114,964 | 2 |
| 1 | 114,958 | 2 |
| 2 | 114,959 | 2 |
| 3 | 114,965 | 2 |
| 4 | 114,965 | 2 |
| 5 | 114,966 | 2 |
| 6 | 114,965 | 2 |
| 7 | 114,97 | 2 |
| 8 | 114,97 | 2 |
| 9 | 114,954 | 2 |
| 10 | 114,966 | 2 |
| 1 | 114,958 | 3 |
| 2 | 114,958 | 3 |
| 3 | 114,953 | 3 |
| 4 | 114,965 | 3 |
| 5 | 114,967 | 3 |
| 6 | 114,962 | 3 |
| 7 | 114,967 | 3 |
| 8 | 114,968 | 3 |
| 9 | 114,953 | 3 |
| 10 | 114,966 | 3 |
| 1 | 114,961 | 3 |
| 2 | 114,96 | 3 |
| 3 | 114,963 | 3 |
| 4 | 114,966 | 3 |
| 5 | 114,968 | 3 |
| 6 | 114,965 | 3 |
| 7 | 114,968 | 3 |
| 8 | 114,969 | 3 |
| 9 | 114,953 | 3 |
| 10 | 114,965 | 3 |
| 1 | 114,958 | 3 |
| 2 | 114,958 | 3 |
| 3 | 114,964 | 3 |
| 4 | 114,965 | 3 |
| 5 | 114,966 | 3 |
| 6 | 114,965 | 3 |
| 7 | 114,969 | 3 |
| 8 | 114,971 | 3 |
| 9 | 114,955 | 3 |
| 10 | 114,967 | 3 |
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
Começamos nossa análise estatística no passo 5, pois os passos anteriores são referente a escolha das peças e operadores e a coleta de dados.
5o Passo
- Cálculo do
Com auxílio da Tabela 2.4.4, vamos calcular
| Peça |
Médias
|
Média das Médias
|
Desv. quadráticos
|
| 1 | 114,9590 | 114,9631 | 0,00001699 |
| 2 | 114,9581 | 114,9631 | 0,00002511 |
| 3 | 114,9622 | 114,9631 | 0,00000081 |
| 4 | 114,9649 | 114,9631 | 0,00000312 |
| 5 | 114,9663 | 114,9631 | 0,00001031 |
| 6 | 114,9638 | 114,9631 | 0,00000043 |
| 7 | 114,9686 | 114,9631 | 0,00002952 |
| 8 | 114,9686 | 114,9631 | 0,00002952 |
| 9 | 114,9539 | 114,9631 | 0,00008525 |
| 10 | 114,9659 | 114,9631 | 0,00000765 |
| SOMA = |
0,00020873 |
Portanto,
![]() |
- Cálculo do

| Operador |
Médias
|
Média das Médias
|
Desv. quadráticos
|
| A | 114,9619 | 114,9631 | 0,00000158 |
| B | 114,9636 | 114,9631 | 0,00000023 |
| C | 114,9639 | 114,9631 | 0,00000060 |
| SOMA = | 0,00000241 | ||
Portanto,
![]() |
- Cálculo do QME
Para o cálculo do QME devemos calcular a média e variância dentro de cada casela ij da Tabela 2.4.4, isto é, para cada combinação de peça i e operador j. Na Tabela abaixo, calculamos os valores das médias das medições dentro de cada casela.
Tabela 2.4.5: Valores das médias dentro de cada casela
| PEÇA | OPERADOR | ||
| 1 | 2 | 3 | |
| 1 | 114,9577 | 114,9613 | 114,9580 |
| 2 | 114,9577 | 114,9577 | 114,9590 |
| 3 | 114,9590 | 114,9630 | 114,9647 |
| 4 | 114,9637 | 114,9657 | 114,9653 |
| 5 | 114,9657 | 114,9670 | 114,9663 |
| 6 | 114,9623 | 114,9643 | 114,9647 |
| 7 | 114,9670 | 114,9690 | 114,9697 |
| 8 | 114,9663 | 114,9690 | 114,9703 |
| 9 | 114,9527 | 114,9543 | 114,9547 |
| 10 | 114,9667 | 114,9647 | 114,9663 |
Usando as Tabelas 2.4.4 e 2.4.5, podemos encontrar os valores de
![]() |
à partir da fórmula (2.4.4). Para a primeira peça, temos que
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Procedendo da mesma forma para as demais peças, obtemos a Tabela 2.4.6 com valores de
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Tabela 2.4.6: Valores de
![]() |
| PEÇA | OPERADOR | ||
| 1 | 2 | 3 | |
| 1 | 0,00000033 | 0,00000033 | 0,00000000 |
| 2 | 0,00000033 | 0,00000433 | 0,00000100 |
| 3 | 0,00002700 | 0,00000000 | 0,00000033 |
| 4 | 0,00000133 | 0,00000033 | 0,00000033 |
| 5 | 0,00000133 | 0,00000100 | 0,00000033 |
| 6 | 0,00000033 | 0,00000133 | 0,00000033 |
| 7 | 0,00000000 | 0,00000100 | 0,00000033 |
| 8 | 0,00000833 | 0,00000100 | 0,00000033 |
| 9 | 0,00000033 | 0,00000133 | 0,00000033 |
| 10 | 0,00000033 | 0,00000133 | 0,00000033 |
Com isso, à partir da fórmula (2.4.4) obtemos o valor de QME como:
![]() |
![]() |
Procedendo da mesma maneira como no exemplo anterior podemos obter SQT como
![]() |
Com os valores de
e
obtidos acima, podemos calcular as somas de quadrado
![]() |
![]() |
Com o valor obtido para QME, podemos obter SQE como
![]() |
À partir destas somas de quadrado podemos obter a soma de quadrado e o quadrado médio da interação peça e operador como
![]() |
![]() |
6o Passo
Faça a análise gráfica: Construir o gráfico de controle
e S para avaliar as médias e as amplitudes de cada repetição por operador.
7o Passo
Calcular a repetitividade como
![]() |
8o Passo
À partir das equações (2.4.7) e (2.4.8), temos que
![]() |
![]() |
Com isso, temos pela equação (2.4.9) que a reprodutibilidade é dada por
![]() |
9o Passo
![]() |
10o Passo
![]() |
13o Passo
A Tabela 2.4.7 mostra a porcentagem de cada desvio padrão em relação à variação total.
| Fonte de variação | Desvio padrão | % |
| Repetitividade | 0,001345775 | 26,19048299 |
| Reprodutibilidade | 0,001367615 | 26,61550832 |
| Operador | 0,001031400 | 20,07234423 |
| Peca x Operador | 0,000898100 | 17,47816582 |
| Peça | 0,004766740 | 92,76676839 |
| RR | 0,001918719 | 37,34068401 |
| Total | 0,005138413 | 100 |
Tabela 2.4.7: Porcentagem da variação total
14o Passo
![]() |
Resultados desse exemplo obtidos com o software Action:
Conclusão: O sistema de medição precisa ser melhorado, pois temos uma %RR de 37,4% e um valor de ndc=3, o que é considerado baixo. Observe que neste caso, tanto a repetitividade quanto a reprodutibilidade estão altas (acima de 26%) e temos interação entre as peças e os operadores, isto significa que temos peças mais complicadas de serem medidas do que outras. Além disso, observe que no gráfico R, o operador A apresenta pontos fora dos limites de controle, o que nos diz que este não entendeu adequadamente o procedimento de medição. Em resumo, temos diversas oportunidades de melhoria.
Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar o manual do usuário. | |||
Aplicação do método da ANOVA
Modelo B : sem interação entre peça e operador
A fim de facilitar cálculos, tomamos:
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
no qual p corresponde ao número de peças, o corresponde ao número de operadores e r o número de medições por operador em cada peça. Além disso, o quadrado médio do erro (QME) é definido por:
![]() |
6o Passo
- Faça a análise gráfica: Construir o gráfico de controle
e S ou
e R.
7o Passo
- Calcular a repetitividade
![]() |
8o Passo
- Calcular a reprodutibilidade
![]() |
9o Passo
- Calcular o RR
![]() |
10o Passo
- Calcular a variação entre as peças
![]() |
11o Passo
- Calcular a variação total
![]() |
12o Passo
- Tabela de % de contribuição
| Fontes de Variação | Variância | % Contribuição |
| Repetitividade | (VE)² | ![]() |
| Reprodutibilidade | (VO)² | ![]() |
| Peça | (VP)² | |
| RR | (RR)² | ![]() |
| Total | (VT)² | 100 |
Tabela 2.4.7: Tabela de contribuição - sem interação
Os valores utilizados para preencher a Tabela 2.4.7 vem das expressões (2.4.6) até (2.4.9).
13o Passo
- Tabela de % em relação à variação total e ou % de tolerância
Os valores utilizados para preencher a tabela a seguir (Tabela 2.4.8) vem das expressões (2.4.6) até (2.4.9).
| Fonte de variação | Desvio Padrão | % Variação Total | % Tolerância |
| Repetitividade | VE | ![]() |
![]() |
| Reprodutibilidade | VO | ![]() |
![]() |
| Peça | VP | ![]() |
![]() |
| RR | RR |
|
![]() |
Tabela 2.4.8: Tabela de % da variação total e ou % de tolerância - sem interação
Sugestão de regra para análise das variações
Tolerância: Sistema de medição aplicado em inspeções finais e inspeção de recebimento;
Variação total: Sistema de medição utilizado durante o processo produtivo.
- %RR menor que 10% → sistema de medição aceitável.
- %RR entre 10% e 30% → sistema de medição marginal, podendo ser aceito dependendo da situação, custos, etc.
- %RR maior que 30% → sistema de medição inaceitável, sendo necessário melhorá-lo ou substituí-lo.
14o Passo
- Calcular o ndc (Número de categorias distintas)
O ndc representa a capacidade de discriminar categorias de peças em um sistema de medição considerando a variação do processo. Este índice nos fornece o número de faixas que podemos dividir a variação do processo. O ndc é dado pelo maior inteiro menor ou igual ao valor:
![]() |
O manual da indústria automobilística (MSA) apresenta como critério um ndc ≥ 5. Isto quer dizer que o sistema de medição é capaz de identificar 5 tipos distintos de peças dentro do campo de variação do processo. Se um sistema de medição é avaliado pela tolerância, o índice ndc não deve ser considerado.
15o Passo
- Realizar uma análise dos dados para avaliar as características do sistema.
Se a repetitividade for grande quando comparada com a reprodutibilidade, as razões podem ser:
- O dispositivo de medição precisa de manutenção;
- O dispositivo de medição deverá ser reprojetado para ter maior robustez;
- A fixação ou posição para a medição precisam ser melhorados;
- Existe uma excessiva variação própria da peça.
Se a reprodutibilidade for grande comparada com a repetitividade, então as possíveis causas podem ser:
- O operador precisa ser melhor treinado, bem como usar e ler o dispositivo de medição;
- As marcações no mostrador do dispositivo de medição não são claras;
- Algum tipo de dispositivo pode ser necessário para ajudar o operador a usar o dispositivo de medição mais consistentemente.
Exemplo 2.4.2
Num estudo realizado para analisar a eficiência do sistema de medição da altura do rádio, utilizamos o altímetro. Foram selecionados 5 peças aleatoriamente em turnos de produção diferentes e identificados apropriadamente. Os operadores que foram previamente treinados, ao pegarem os rádios com este código de data, acionam um programa que irá armazenar as leituras em um banco de dados para RR. Obtemos os dados apresentados na Tabela 2.4.9.
| Peça | OPERADOR A | OPERADOR B | OPERADOR C | Média | ||||||
| I | II | III | I | II | III | I | II | III | ||
| 1 | 10,12 | 10,06 | 10,08 | 10,15 | 10,20 | 10,07 | 10,22 | 10,01 | 10,16 | 10,1189 |
| 2 | 10,14 | 10,15 | 10,20 | 10,26 | 10,30 | 10,20 | 10,26 | 10,26 | 10,32 | 10,2322 |
| 3 | 10,25 | 10,22 | 10,40 | 10,40 | 10,30 | 10,47 | 10,52 | 10,47 | 10,35 | 10,3756 |
| 4 | 10,13 | 10,16 | 10,11 | 10,14 | 10,13 | 10,18 | 10,15 | 10,11 | 10,10 | 10,1344 |
| 5 | 10,87 | 10,82 | 10,76 | 10,76 | 10,89 | 10,75 | 10,84 | 10,86 | 10,78 | 10,8144 |
| 6 | 10,88 | 10,85 | 10,82 | 10,90 | 10,91 | 10,87 | 10,91 | 10,92 | 10,89 | 10,8833 |
| Média | 10,3900 | 10,4277 | 10,4516 | 10,4264 | ||||||
Tabela 2.4.9: Leituras
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
5o Passo
Cálculo do SQP
| Peça |
Médias
|
Média
|
Desv. Quad
|
| 1 | 10,11888889 | 10,426481 | 0,094612907 |
| 2 | 10,23222222 | 10,426481 | 0,037736473 |
| 3 | 10,37555556 | 10,426481 | 0,002593401 |
| 4 | 10,13444444 | 10,426481 | 0,08528535 |
| 5 | 10,81444444 | 10,426481 | 0,150515634 |
| 6 | 10,88333333 | 10,426481 | 0,208714054 |
| soma | 0,579457819 | ||
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- Cálculo do QME
Cálculo do SQE
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Com isso, obtemos que
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6o Passo
Faça a análise gráfica: construir o gráfico de controle
e R para avaliar as médias e as amplitudes de cada repetição por operador.
7o Passo
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8o Passo
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9o Passo
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10o Passo
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11o Passo
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13o Passo - Tabela de % em relação à variação total
| Fonte de variação | Desvio Padrão | % Variação Total |
| Repetitividade | 0,0582 | 16,81 |
| Reprodutibilidade | 0,0293 | 8,46 |
| Peça | 0,3398 | 98,21 |
| RR | 0,0651 | 18,829 |
| Total | 0,3460 | 100,00 |
14o Passo
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Resultados desse exemplo obtidos com o software Action:


Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar o manual do usuário. | |||
Conclusão: Temos um bom sistema de medição. A porcentagem RR é baixa (19%) e além disso, temos um ndc=7, o que nos diz que este sistema tem boa capacidade de discriminar peças.
Modelo C : sem operador
Exemplo 2.4.3
Considere o estudo realizado para analisar a eficiência do sistema de medição para medir o dimensional da porta de uma máquina escavadeira. O sistema de medição utiliza uma máquina de medição por coordenada com CNC. Neste caso, consideramos que o operador não influência a medição, fato que nos levou a considerar apenas um operador e 15 peças na análise.
| Peça | Réplicas | Média | Desvio Padrão | Amplitudes | ||
| I | II | III | ||||
| 1 | 461,28 | 461,5 | 461,2 | 461,327 | 0,1553 | 0,3 |
| 2 | 458,17 | 458,62 | 458,61 | 458,467 | 0,2569 | 0,45 |
| 3 | 460,57 | 460,28 | 460,32 | 460,39 | 0,1571 | 0,29 |
| 4 | 459,28 | 459,66 | 459,58 | 459,507 | 0,2 | 0,38 |
| 5 | 461,28 | 461,12 | 461,18 | 461,193 | 0,0808 | 0,16 |
| 6 | 460,25 | 460,68 | 460,28 | 460,403 | 0,24 | 0,43 |
| 7 | 458,82 | 458,95 | 458,66 | 458,81 | 0,1452 | 0,29 |
| 8 | 461,58 | 461,1 | 461,18 | 461,287 | 0,2571 | 0,48 |
| 9 | 459,36 | 459,52 | 459,57 | 459,483 | 0,1067 | 0,21 |
| 10 | 459,62 | 459,34 | 459,54 | 459,5 | 0,1442 | 0,28 |
| 11 | 461,38 | 461,57 | 461,53 | 461,4933 | 0,1001 | 0,19 |
| 12 | 458,67 | 459,03 | 458,98 | 458,8933 | 0,195 | 0,36 |
| 13 | 462,57 | 462,28 | 462,32 | 462,39 | 0,1571 | 0,29 |
| 14 | 459,58 | 459,66 | 459,28 | 459,5067 | 0,2003 | 0,38 |
| 15 | 461,76 | 461,12 | 461,15 | 461,3433 | 0,3611 | 0,64 |
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
Desvio Padrão entre as Médias das peças 
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6º Passo
Faça a análise gráfica: construir o gráfico de controle
e R para avaliar as médias e as amplitudes de cada repetição por operador.
7º Passo
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8º Passo
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9º Passo
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10º Passo
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11º Passo
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13º Passo - Tabela de % em relação à variação total
| VARIAÇÃO TOTAL E/OU TOLERÂNCIA | ||
| Desvio padrão | Variação total (%) | |
| Repetitividade | 0,197073027 | 16,40808397 |
| Peças | 1,184794492 | 98,64468957 |
| Repetitividade e reprodutibilidade | 0,197073027 | 16,40808397 |
| Total | 1,201072757 | 100 |
14º Passo
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Resultados desse exemplo obtidos com o software Action:


Exemplo 2.4.4
Exemplo do Manual de Análises do Sistema de Medição (MSA 4º edição) página 118. A coleta de dados do dispositivo de medição é apresentada na tabela a seguir.
| Operador | Peça | Medida |
| 1 | 1 | 0,29 |
| 1 | 2 | -0,56 |
| 1 | 3 | 1,34 |
| 1 | 4 | 0,47 |
| 1 | 5 | -0,8 |
| 1 | 6 | 0,02 |
| 1 | 7 | 0,59 |
| 1 | 8 | -0,31 |
| 1 | 9 | 2,26 |
| 1 | 10 | -1,36 |
| 1 | 1 | 0,41 |
| 1 | 2 | -0,68 |
| 1 | 3 | 1,17 |
| 1 | 4 | 0,5 |
| 1 | 5 | -0,92 |
| 1 | 6 | -0,11 |
| 1 | 7 | 0,75 |
| 1 | 8 | -0,2 |
| 1 | 9 | 1,99 |
| 1 | 10 | -1,25 |
| 1 | 1 | 0,64 |
| 1 | 2 | -0,58 |
| 1 | 3 | 1,27 |
| 1 | 4 | 0,64 |
| 1 | 5 | -0,84 |
| 1 | 6 | -0,21 |
| 1 | 7 | 0,66 |
| 1 | 8 | -0,17 |
| 1 | 9 | 2,01 |
| 1 | 10 | -1,31 |
| 2 | 1 | 0,08 |
| 2 | 2 | -0,47 |
| 2 | 3 | 1,19 |
| 2 | 4 | 0,01 |
| 2 | 5 | -0,56 |
| 2 | 6 | -0,2 |
| 2 | 7 | 0,47 |
| 2 | 8 | -0,63 |
| 2 | 9 | 1,8 |
| 2 | 10 | -1,68 |
| 2 | 1 | 0,25 |
| 2 | 2 | -1,22 |
| 2 | 3 | 0,94 |
| 2 | 4 | 1,03 |
| 2 | 5 | -1,2 |
| 2 | 6 | 0,22 |
| 2 | 7 | 0,55 |
| 2 | 8 | 0,08 |
| 2 | 9 | 2,12 |
| 2 | 10 | -1,62 |
| 2 | 1 | 0,07 |
| 2 | 2 | -0,68 |
| 2 | 3 | 1,34 |
| 2 | 4 | 0,2 |
| 2 | 5 | -1,28 |
| 2 | 6 | 0,06 |
| 2 | 7 | 0,83 |
| 2 | 8 | -0,34 |
| 2 | 9 | 2,19 |
| 2 | 10 | -1,5 |
| 3 | 1 | 0,04 |
| 3 | 2 | -1,38 |
| 3 | 3 | 0,88 |
| 3 | 4 | 0,14 |
| 3 | 5 | -1,46 |
| 3 | 6 | -0,29 |
| 3 | 7 | 0,02 |
| 3 | 8 | -0,46 |
| 3 | 9 | 1,77 |
| 3 | 10 | -1,49 |
| 3 | 1 | -0,11 |
| 3 | 2 | -1,13 |
| 3 | 3 | 1,09 |
| 3 | 4 | 0,2 |
| 3 | 5 | -1,07 |
| 3 | 6 | -0,67 |
| 3 | 7 | 0,01 |
| 3 | 8 | -0,56 |
| 3 | 9 | 1,45 |
| 3 | 10 | -1,77 |
| 3 | 1 | -0,15 |
| 3 | 2 | -0,96 |
| 3 | 3 | 0,67 |
| 3 | 4 | 0,11 |
| 3 | 5 | -1,45 |
| 3 | 6 | -0,49 |
| 3 | 7 | 0,21 |
| 3 | 8 | -0,49 |
| 3 | 9 | 1,87 |
| 3 | 10 | -2,16 |
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo



Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar:
| Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar o manual do usuário. | |||
Objetivo da curva de desempenho
A construção de uma curva de desempenho do dispositivo de medição (GPC, do inglês Gage Performance Curve) tem como objetivo ilustrar como varia a probabilidade de aceitação (Pa) de uma peça em função do seu valor de referência (VR). Uma vez que o erro de medição foi caracterizado, isto é, sua média e desvio padrão são determinados, torna-se possível calcular a probabilidade de aceitação da peça dado eu valor de referência. Admitindo que o erro é normalmente distribuído com média igual a tendência (b) e o desvio padrão (σ) igual ao RR, conclui-se que o valor da medição de uma peça tem distribuição normal com média igual a VR+b e desvio padrão igual ao RR.
Probabilidade de aceitação
Portanto, a probabilidade de aceitar uma peça com valor de referência igual a VR é dada por
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sendo LIE e LSE os limites inferior e superior de Especificação, respectivamente. Podemos reescrever essa fórmula como
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sendo Φ a função de distribuição acumulada da normal padrão N(0,1).
Exemplo 2.4.3
Considere um processo de produção de uma haste cujos limites de especificação são dados por LIE = 0,6 mm e LSE = 1 mm. Uma análise do sistema de medição foi realizada encontrando uma tendência b = 0,05 mm e RR = 0,05 mm. Determine a probabilidade de aceitar peças cujos valores de referência (VR) são 0,5 mm, 0,7 mm e 0,9 mm.
Para a peça com valor de referência VR = 0,5 mm, a probabilidade de aceitação é dada por
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![]() |
![]() |
![]() |
Para a peça com valor de referência VR = 0;7 mm a probabilidade de aceitação é dada por
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![]() |
Enquanto que para a peça com valor de referência VR = 0;9 mm a probabilidade de aceitação é dada por
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Fazendo o cálculo desta probabilidade de aceitação para vários valores de VR, obtemos a curva GPC ilustrada na Figura 5 abaixo.

Figura 2.4.3: Curva GPC.
A Figura 2.4.4 ilustra a curva GPC para um sistema de medição ideal.

Figura 2.4.4: Curva GPC ideal.




e S11
e S12
e S1o
e S21
e S22
e S2o
e Sp1
e Sp2
e Spo
































































































































