Neste módulo faremos uma discussão dos principais gráficos associados ao estudo de repetitividade e reprodutibilidade.
Caso 1: discriminação do sistema de medição

Figura 2.5.1: Discriminação do sistema de medição.
Conclusão: A Figura 2.5.1 indica que há uma falta de discriminação do Sistema de Medição. Em geral, a resolução do equipamento de medição pode ser inadequada. De acordo com o manual da indústria automobilística (MSA), a maioria dos pontos do Gráfico da amplitude (Figura 2.5.1) devem ser diferentes de zero.
Caso 2: análise do gráfico R - treinamento

Figura 2.5.2: Análise do gráfico R - treinamento.
Conclusão: A Figura 2.5.2 apresenta um problema relacionado ao treinamento no método. Também podemos ter problemas com o método utilizado, talvez o método exige uma habilidade manual que nem todas as pessoas possuem.
Caso 3: análise do gráfico R - método

Figura 2.5.3: Análise do gráfico R - método.
Conclusão: Quando temos um gráfico da amplitude conforme mostra a Figura 2.5.3 devemos verificar se os pontos (além dos limites) entre os avaliadores não correspondem a mesma peça. Caso afirmativo, avalie a peça. Caso não seja a mesma peça, o método precisa ser revisado, pois os avaliadores não estão conseguindo reproduzi-lo.
Caso 4: análise de repetitividade

Figura 2.5.4: Análise de repetitividade.
Conclusão: De acordo com a Figura 2.5.4 quanto mais pontos fora dos limites de controle melhor. A amplitude entre as linhas de controle, LSC - LIC = 2A2
reflete a repetitividade do sistema de medição, enquanto os pontos refletem a variabilidade entre as peças (processo produtivo). Neste caso, comparamos a repetitividade do SM (limites de controle) com a variabilidade do processo produtivo (pontos no gráfico). De acordo com o manual da indústria automobilística (MSA), quando analisamos o RR pela variação total, a maioria dos pontos do Gráfico da média (Figura 2.5.4) devem estar fora dos limites de controle.
Caso 5: análise de reprodutibilidade

Figura 2.5.5: Análise de reprodutibilidade.
Conclusão: Neste caso, vamos comparar as medições entre os avaliadores. Como os avaliadores estão medindo as mesmas peças, as medições devem ser similares, conforme a Figura 2.5.5. Então, quanto mais paralela for a reta que une as médias em relação ao eixo x melhor.
Caso 6: interação peça versus sistema de medição

Figura 2.5.6: Interação peça versus sistema de medição.
Conclusão: No gráfico das peças, vide Figura 2.5.6, avaliamos a consistência do Sistema de Medição em relação às peças usando os seguintes critérios:
a) As peças são distintas, portanto, o Sistema de Medição deve identificá-las. Assim, as medições das peças não podem estar alinhadas.
b) Se uma peça variar mais que as outras (como a peça 2 por exemplo), significa que o Sistema de Medição teve mais dificuldade em avaliar esta peça. Analise a peça e identifique a causa.
Caso 7: interação peça versus avaliador

Figura 2.5.7: Gráfico sem interação.

Figura 2.5.8: Gráfico com interação.
Observamos na Figura 2.5.7 que não há interação entre avaliadores e peça, uma vez que, as medições das peças praticamente não variam de acordo com o avaliador. Ao contrário, na Figura 2.5.8, notamos que a média das medições aumentam ou diminuem, dependendo do avaliador. Por exemplo, a média das medições do avaliador C é menor para a peça 2 e maior para a peça 4.
