Considere uma população da qual retiramos uma amostra X1, X2, ..., Xn. Estamos interessados em realizar inferência sobre a média populacional μ.
Se não conhecemos o valor do desvio padrão populacional σ e a amostra é pequena, n < 30, devemos subtituir a expressão
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pela expressão
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onde T tem distribuição t de Student com n-1 graus de liberdade. Para facilitar a execução do teste, podemos seguir os passos:
1. Estabelecer as hipóteses:
Fixamos H0: μ = μ0. Dependendo da informação que fornece o problema que estivermos estudando, a hipótese alternativa pode ter uma das três formas abaixo:
- H1: μ ≠ μ0 (teste bilateral);
- H1: μ > μ0 (teste unilateral à direita);
- H1: μ < μ0 (teste unilateral à esquerda).
2. Fixar o nível de significância α.
3. Determinar a região crítica.
- Se o teste é bilateral, determinamos os pontos críticos
e
tais que
a partir da distribuição t de Student com n-1 graus de liberdade.

- Se o teste é unilateral, determinamos o ponto crítico
tal que
.

- Se o teste é unilateral à esquerda, determinamos o ponto
tal que
.

4. Calcular, sob a hipótese nula, o valor:
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onde
: valor da média amostral.- μ0: valor da média populacional sob a hipótese nula.
- s: valor do desvio padrão amostral.
- n: tamanho da amostra.
5. Critério:
- Teste bilateral: se
ou se
, rejeitamos H0. Caso contrário, aceitamos H0.
- Teste unilateral à direita: se
, rejeitamos H0. Caso contrário, aceitamos H0. - Teste unilateral à esquerda: se
, rejeitamos H0. Caso contrário, aceitamos H0.
6. O p-valor no teste bilateral é dado por
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Se o teste é unilateral à direita, o p-valor é dado por
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e, se o teste é unilateral à esquerda, o p-valor é dado por
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7. Como vimos na Seção 4.1.2 o intervalo de confiança é dado por
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se o teste é bilateral. Se o teste é unilateral à direita, então o intervalo de confiança para o parâmetro μ é dado por
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e, se o teste é unilateral à esquerda, então o intervalo de confiança para o parâmetro μ é dado por
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8. O Erro do tipo II é cometido ao aceitar H0 quando esta é falsa (H1 é verdadeira).
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Para isto, suponha que a hipótese nula é falsa e que o verdadeiro valor da média é μ = μ0 + δ. Então, a estatística do teste é
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que pode ser escrita na forma
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Como
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segue que T0 tem distribuição t não central com parâmetro de não-centralidade
e n - 1 graus de liberdade. Então, temos que para o teste bilateral, a probabilidade de erro do tipo II é a probabilidadfe de T0 estar entre
e
, isto é
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e, para os casos unilaterais à direita e à esquerda, as probabilidades de erro do tipo II são dadas, respectivamente, por
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onde
é a função distribuição acumulada da variável aleatória t não central com parâmetro de não-centralidade
e
graus de liberdade.
9. O poder do teste é calculado como 1 menos a probabilidade de erro do tipo II, ou seja, 1 - β.
Podemos também utilizar o software Action para calcular o poder (dado o tamanho amostral) ou o tamanho amostral necessário para detectar determinada diferença, com um poder previamente especificado. No Action, temos como parâmetros o tamanho da amostra (n), a diferença entre as hipóteses nula e alternativa (δ), o valor do poder (P), o nível de signicância do teste (α) e o desvio-padrão (σ). Para calcular o poder, fornecemos os valores de n, δ, α e σ. As fórmulas utilizadas são
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se o teste é bilateral. Se o teste é unilateral à esquerda, então
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e se o teste é unilateral à direita, então
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onde
é a função distribuição acumulada da variável t não central com n - 1 graus de liberdade e parâmetro de não-centralidade
.
Já para o cálculo do tamanho da amostra necessária para que o teste detecte uma diferença pré-determinada entre as hipóteses nula e alternativa, com um determinado poder, basta lançarmos os valores da diferença δ, do desvio-padrão σ, do nível de signicância α e do poder P. Com isso, o Action nos fornece o valor do tamanho amostral n. As fórmulas utilizadas para cada teste são as mesmas acima, basta resolvê-las isolando n.
Exemplo 5.2.1: Um engenheiro de produção quer testar, com base nos dados da tabela a seguir, e para um nível de significância α = 0,05, se a altura média de uma haste está próxima do valor nominal 1055 mm. Uma amostra de 20 hastes foi analisada as medidas obtidas são dadas a seguir.
| 903,88 | 1036,92 | 1098,04 | 1011,26 |
| 1020,70 | 915,38 | 1014,53 | 1097,79 |
| 934,52 | 1214,08 | 993,45 | 1120,19 |
| 860,41 | 1039,19 | 950,38 | 941,83 |
| 936,78 | 1086,98 | 1144,94 | 1066,12 |
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
Usando o software Action temos os seguintes resultados:

| Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar o manual do usuário. | |||
A partir dos dados, temos que
= 1019,37 e s = 91,37. Para α = 0,05 e n = 20 temos, pela tabela da distribuição t de Student que
= 2,093. Com isso, rejeitamos H0 se tobs < -2,093 ou se tobs > 2,093, onde
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Substituindo μ0 = 1055,
= 1019,37, n = 20 e s = 91,37 na equação obtemos:
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Assim, como tobs é maior que -2,093 e menor que 2,093, a hipótese nula não deve ser rejeitada. Em outras palavras, a diferença entre
=1019,37 e μ = 1055 não é significativa.

O p-valor é dado por
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Como
= 1019,37, s = 91,37, n = 20 e α = 0,05, o intervalo de confiança é dado por
![]() |
Usando o software Action temos os seguintes resultados:


| Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar o manual do usuário. | |||
Para calcular o poder do teste em detectar uma diferença δ = 35,63, utilizamos o software Action. Neste caso, temos como valores n = 20, δ = 35,63, α = 0,05, desvio-padrão
= s = 91,37 e tipo do teste bilateral. Então, lançando esses valores no Action, nos é fornecido o resultado do poder P = 0,38069. Os resultados calculados e o gráfico são dados a seguir
clique aqui para efetuar o download dos dados utilizados nesse exemplo
| Poder do teste | N | Diferença | Nível de significância | Desvio | Hipótese |
| 0,380692 | 20 | 35,63 | 0,05 | 91,37 | Bilateral |
Suponha que neste exercício queremos calcular o tamanho da amostra necessário para garantir a rejeição da hipótese nula com probabilidade no mínimo 0,9 quando a diferença entre o valor verdadeiro da média e seu valor hipotético é no máximo 35,63, dado um desvio padrão
= s = 91,37. Para resolver este problema, utilizamos o Action, fornecendo os valores α = 0,05, δ = 35,63, σ = 91,37 e P = 0,9. Como resultado temos n = 72.
Os resultados calculados e o gráfico são dados a seguir
| Poder do teste | N | Diferença | Nível de significância | Desvio | Hipótese |
| 0,90385 | 72 | 35,63 | 0,05 | 91,37 | Bilateral |
| Para entender como executar essa função do Software Action, você pode consultar o manual do usuário. | |||

![\[Z=\frac{\overline{X}-\mu_0}{\frac{\sigma}{\sqrt{n}}}\]](/sites/default/files/tex/9e04ebc1f1e737014e67bb9aaaea8794afed3c7d.png)
![\[T=\frac{\overline{X}-\mu_0}{\frac{s}{\sqrt{n}}}\]](/sites/default/files/tex/2969181dc11245b16ee3f6c3259dd903f8f7fd43.png)
![\[T_{obs}=\frac{\overline{x}-\mu_0}{\frac{s}{\sqrt{n}}}\]](/sites/default/files/tex/dab293c83574021b60d61bfea107c4ccc27ff33f.png)
![\[\hbox{P-valor} \ = P[|t| \ \textgreater \ |T_{obs}||H_0]=2P[t \ \textgreater \ |T_{obs}| | H_0].\]](/sites/default/files/tex/d48cdcd3dcd2121589d104d5d2a36fced5a288fe.png)
![\[\hbox{P-valor} \ = P[t \ \textgreater T_{obs}|H_0]\]](/sites/default/files/tex/d6f6bf6e536ae9720fd19d3d2bd30d2a4d4e34cf.png)
![\[\hbox{P-valor} \ = P[t \ \textless T_{obs}|H_0].\]](/sites/default/files/tex/4d7ad361a2f5fa4a2f478ea853822271908c0daa.png)
![\[IC(\mu,1-\alpha)=\left(\overline{X}-t_{\alpha/2}\frac{s}{\sqrt{n}};\overline{X}+t_{\alpha/2}\frac{s}{\sqrt{n}}\right)\]](/sites/default/files/tex/ab3d21f6dae91f3d56610d983b28478026bb92ad.png)
![\[IC(\mu,1-\alpha)=\left(\overline{X}-t_{\alpha}\frac{s}{\sqrt{n}};\infty\right)\]](/sites/default/files/tex/5844acffb3b67f819658de39a3e43672ef826d94.png)
![\[IC(\mu,1-\alpha)=\left(-\infty;\overline{X}+t_{\alpha}\frac{s}{\sqrt{n}}\right).\]](/sites/default/files/tex/144fbe5d4583dbdc3fd1afafc5ba285c1d607808.png)
![\[P[\hbox{erro do tipo II}]=P[\hbox{Aceitar} \ H_0 | H_1 \ \hbox{é verdadeira}]=\beta.\]](/sites/default/files/tex/95ee4d677c0f6a733d99c63e26b1c949e32dff31.png)
![\[T_0=\frac{\overline{X}-\mu_0}{S/\sqrt{n}}=\frac{\overline{X}-(\mu_0+\delta)+\delta}{s/\sqrt{n}}.\]](/sites/default/files/tex/c093f27b80f12fd8195cecaf8f2347e4055a9c29.png)
![\[T_0=\frac{\overline{X}-\mu_0}{s/\sqrt{n}}=\frac{\frac{\overline{X}-(\mu_0+\delta)+\delta}{\sigma/\sqrt{n}}}{\sqrt{\frac{(n-1)s^2}{\sigma^2(n-1)}}}.\]](/sites/default/files/tex/9e66a0dd3376f7a0866fef3ef8853dbacecc468a.png)
![\[\frac{\overline{X}-(\mu_0+\delta)+\delta)}{\sigma/\sqrt{n}}\sim N\left(\frac{\delta}{\sigma/\sqrt{n}},1\right) \quad \hbox{e} \quad \frac{(n-1)s^2}{\sigma^2}\sim\chi_{n-1}^2\]](/sites/default/files/tex/f75a7367f532d3bdfcfde3c11dc0934d0adc87bd.png)
![\[\beta=\Psi(t_{\alpha/2})-\Psi(-t_{\alpha/2})\]](/sites/default/files/tex/11cb911259865f02adba0f71c2cea9e82f88feaa.png)
![\[\Psi(t_{\alpha}) \quad \hbox{e} \quad 1-\Psi(-t_{\alpha})\]](/sites/default/files/tex/86ecf288e94378b6c592c851f5578076cef2bd0e.png)
![\[P=1-\Psi(t_{\alpha/2})+\Psi(-t_{\alpha/2})\]](/sites/default/files/tex/4da9bb7a7bbd40379e05ed6a2c652ec7da5d392a.png)
![\[P=\Psi(-t_{\alpha})\]](/sites/default/files/tex/0bd0de63711aa61b9ab2829fd6f77b8370f2626a.png)
![\[P = 1-\Psi(t_{\alpha})\]](/sites/default/files/tex/ab07aa7b77c5fd7665903f86235f6ffc152e1829.png)
![\[t_{obs}=\frac{\overline{x}-\mu_0}{\frac{s}{\sqrt{n}}}.\]](/sites/default/files/tex/b07f355ac37557134e61071f37733e7fdfdad606.png)
![\[t_{obs}=\frac{1019,37-1055}{\frac{91,37}{\sqrt{20}}}=-1,74.\]](/sites/default/files/tex/d4ffc2adb4b08f3bf0ad23868bbbd1585960f71e.png)
![\[P[|t| \ \textgreater \ |t_{obs}| \ | \ H_0]=P[t \ \textgreater \ 1,74 \ | \ H_0]+P[t \ \textless \ -1,74 \ | \ H_0]=0,097\]](/sites/default/files/tex/355b7847886c1df6236f3cd3c805d36be6b057eb.png)
![\[\left(1019,37-2,093\frac{91,37}{\sqrt{20}};1019,37+2,093\frac{91,37}{\sqrt{20}}\right)=(976,60;1062,13).\]](/sites/default/files/tex/c5f44482708ba4ed09f55d532aafc0633ca7c4cb.png)