- Recomendável em processos com alta capacidade (por ex. Cpk > 1,67 - longo prazo) podendo também ser usado em processos com boa capacidade (por ex. Cpk > 1,33 - longo prazo);
- Aplicável em situações em que não se tem controle sobre a característica medida (não é fácil tomar uma ação sobre o sistema) ou em que não haja preocupação com a mesma (independentemente do resultado obtido a qualidade do produto não é afetada);
- Não recomendável em processos não capazes (por ex. Cpk < 1,33 - longo prazo) pois poderá provocar "tampering" ou "over-control" (reajuste excessivo do processo aumentando ainda mais a dispersão);
- Não recomendável para processos instáveis, pois não identifica se a causa de variação é comum ou especial, o que pode gerar ações equivocadas, custos desnecessários e descrença.
Vantagens:
- Bastante simples, treinamento quase desnecessário
- Baixo custo operacional
- Comparação direta com a tolerância especificada para o produto
- Incorpora procedimento de verificação de set-up
Desvantagens:
- Não indica condições de instabilidade do processo
- Não separa causas comuns de causas especiais, podendo gerar ações incorretas e custos decorrentes
- Inadequado para estabilizar um processo
- Se utilizado em processos não capazes pode piorar ainda mais o desempenho dos mesmos
Processos estáveis porém incapazes
O procedimento de set-up de aprovação do gráfico de Pré-Controle denomina um processo capaz se cada uma das 5 observações consecutivas "caírem" na região verde. Dessa forma, para um dado Cp podemos calcular a probabilidade que o processo é aceito como capaz.
![$ \hbox{Pr[aceitar capacidade]} = {Pr[\mid X \mid \leq 1]}^5 = {Pr[\mid Z \mid \leq (1,5)C_p]}^5 $](/sites/default/files/tex/bd53bbc02cf0580cd814ba8f8e42a803c97fe625.png)
A Tabela 8.3.1 mostra a probabilidade de aceitarmos um processo como capaz em função dos valores de Cp.
Tabela 8.3.1: Tabela de Cp’s
| Cp | ||||||
| 0,5 | 0,75 | 1 | 1,5 | 2 | 2,5 | |
| P(aceitar) | 0,0489 | 0,221 | 0,4882 | 0,8836 | 0,9886 | 0,9928 |
| P(rejeitar) | 0,9511 | 0,779 | 0,5118 | 0,1164 | 0,0134 | 0,0072 |
Observamos na Tabela 8.3.1 que ao tomarmos 5 amostras consecutivas, a probabilidade de classificarmos incorretamente um processo com alta capacidade (Cp = 2,0) como sendo um processo de baixa capacidade é menor que 1,34%. Entretanto, a probabilidade de classificarmos processos com baixa capacidade como sendo bons é muito grande, como é o caso de um processo com capacidade igual a 1, pois a probabilidade de aceitação de 48,82% é muito próxima à de rejeição, que é igual a 51,18%.
A vantagem está na maior quantidade de informações sobre o status do processo, portanto erros de decisão são menos prováveis.
O objetivo do Pré-Controle Modificado é detectar desvios de estabilidade. Ele requer estimação dos parâmetros correntes do processo para determinar os limites de controle.
Para o gráfico de Pré-Controle estar sob controle temos:
- Todos os pontos entre as linhas de pré-controle (área verde), conforme mostra a Figura 8.3.1.

Figura 8.3.1: Gráfico de pré-controle - sob controle.
- Somente um ponto entre os limites de especificações e os limites de pré-controle (área amarela), conforme mostra a Figura 8.3.2.

Figura 8.3.2: Gráfico de pré-controle - sob controle.
Para o gráfico de Pré-Controle estar fora de controle temos:
- Qualquer ponto fora dos limites de especificação (área vermelha), conforme mostra a Figura 8.3.3.

Figura 8.3.3: Gráfico de pré-controle - fora de controle.
- Dois pontos consecutivos além das linhas de pré-controle:
- mesma área amarela
- áreas amarelas opostas
Veja a Figura 8.3.4.

Figura 8.3.4: Gráfico de pré-controle - fora de controle.
- O Pré-Controle foi desenvolvido como uma alternativa às cartas de controle para manufatura de pequenos lotes.
- O Pré-Controle, como originalmente concebido, é orientado ao produto (e não ao processo), ele qualifica o processo e mantém sua saída dentro das especificações.
- O paradigma do Pré-Controle pode ser modificado para limites do processo ao invés de limites de especificação. Isto permite que as virtudes da ferramenta sejam aplicadas a processos que tenham inicialmente sido qualificados em um estado de controle estatístico.
- Usar os valores de ± 3σ do processo como limites (passagem das zonas amarelas para vermelhas) e então usar ± 1,5σ como limites de alerta (passagem da zona verde para amarelas).
Usando amostra de tamanho igual a 5, as regras de decisão se tornam:
Passo 1: inspecionar 2 peças
- Se ambas estiverem no verde, continuar o processo
- Se 1 ou ambas estiverem no vermelho, implementar plano de reação e reiniciar passo 1
- Se 1 ou ambas estiverem no amarelo, ir para o passo 2.
Passo 2: inspecionar mais 3 peças
- Se qualquer delas estiver no vermelho, implementar plano de reação e reiniciar passo 1
- Se 3/5 estiverem no amarelo, implementar plano de reação e reiniciar passo 1
- Se 3/5 estiverem no verde, continuar.
Ao modificar o Pré-Controle para limites de processo sua grande fraqueza é removida porém, suas virtudes permanecem. O Pré-Controle Modificado é outra ferramenta estatística para nossa consideração.
A Ford afirma no Q - 101 que há certos métodos estatísticos que são contra-produtivos para a filosofia de melhoria contínua, incluindo o Pré-Controle; estes métodos não são evidência de melhoria contínua.
