1 - Introdução

A motivação para os modelos de intensidade para dados discretos, pode ser descrito através da seguinte  aplicação descrita em Klein e Moeschberger (1997) no qual comparamos duas funções de sobrevivência na presença de cruzamento das estimativas de Kaplan-Meier. O Grupo de Estudo de Tumores Gastrointestinais (1982) reportou os resultados do estudo comparando a quimioterapia versus quimioterapia combinada com a radioterapia no tratamento de um câncer gástrico. O tempo de sobrevivência reportado em dias, para os 45 pacientes em cada tratamento são os seguintes:

Quimioterapia 

1 63 105 129 182 216 250 262 301
301 342 354 356 358 380 383 383 388
394 408 460 489 499 523 524 535 562
569 675 676 748 778 786 797 955 968
1000 1245 1271 1420 1551 1694 2363 2754+ 2950+

Quimioterapia combinada com a Radioterapia 

17 42 44 48 60 72 74 95 103
108 122 144 167 170 183 185 193 195
197 208 234 235 254 307 315 401 445
464 484 528 542 547 577 580 795 855
1366 1577 2060 2412+ 2486+ 2796+ 2802+ 2934+ 2988+

Tabela 1: Conjunto de dados do estudo de tumores gastrointestinais. O símbolo + significa que o dado está censurado.

A principal motivação destes dados é o cruzamento das funções de intensidades empíricas. Nesta situação, a maioria dos testes têm baixo poder (ver Klein e Moeschberger (1997)), fato que é um dos principais problemas em testes de hipóteses para a homogeneidade de curvas de sobrevivência. A figura (1) ilustra o cruzamento entre as estimativas de Kaplan-Meier.

Figura 1: Produto limite estimado da distribuição da sobrevivência.

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