Nesta seção, introduzimos a seletividade. Este parâmetro é discutido no artigo 19 da RDC Nº 166 [1]. Neste, é apontado que a seletividade do método analítico deve ser demonstrada por meio da capacidade de identificar ou quantificar o analito de interesse, inequivocamente, na presença de componentes que podem estar presentes na amostra, como impurezas e componentes da matriz.

Em  Gustavo González [2] a seletividade foi definida como o grau em que um método pode quantificar uma substância com precisão na presença de interferências nas condições indicadas do ensaio para a amostra matriz em estudo. Devido a presença de diversas interferências nas condições de ensaio, é impraticável considerar todos as potenciais interferências.  Com isso, é aconselhável estudar apenas os piores casos susceptíveis.

Segundo as exigências da RDC nº 166,  nos ensaios quantitativos e ensaios limite, a seletividade deve ser demonstrada por meio da comprovação de que a resposta analítica se deve exclusivamente ao analito, sem interferência do diluente, da matriz, de impurezas ou de produtos de degradação.

Por outro lado, para os ensaios de identificação, deve ser demonstrada sua capacidade de obter resultado positivo para amostra contendo o analito e resultado negativo para outras substâncias presentes na amostra. Neste sentido, os ensaios devem ser aplicados a substâncias estruturalmente semelhantes ao analito, sendo o critério de aceitação a obtenção de resultado negativo.

Para este parâmetro, o único estudo estatístico apontado é o de efeito matriz, o qual tem como objetivo avaliar a interferência dos componentes da matriz no sinal analítico e pode ser aplicado aos ensaios que envolvem matrizes complexas. Todavia, nenhum método estatístico é especificado para os casos nos quais a matriz não é complexa, bem como para avaliar a interferência da presença de outros componentes (tais como impurezas). Nas próximas subseções, apresentamos algumas sugestões de técnicas estatísticas que podem ser utilizadas no estudo de seletividade. Além disso, discutimos em detalhes a metodologia estatística apropriada para o estudo do efeito matriz.

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